O que é cenografia?

15/02/2019


O termo, que tem a sua origem num vocábulo grego, também permite mencionar o conjunto das decorações que se utilizam na representação cênica.

O visitante pode não ter consciência, mas boa parte de suas sensações em um espaço é proveniente da cenografia que foi nele montada.

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Se você, por exemplo, está em uma festa que te parece acolhedora, foi provavelmente porque o cenógrafo incorporou elementos que te passaram essa ideia, deixando o ambiente confortável — seja com sofás e poltronas, seja com o figurino dos garçons, com os quadros na parede, com o cenário ou até com o som ambiente.

Toda a atmosfera é pensada e muito bem planejada pelo profissional, e, acredite, nada ali está à toa, apenas porque ficou bonito.

Voltando às origens

Desde a Grécia Antiga são utilizados elementos cenográficos e a arte de adornar o teatro. Mas pode-se dizer que ela passa a configurar-se como um mercado a partir da Renascença no Século XX, em que telas de fundo eram desenhadas e pintadas em perspectivas.

Desde então, as técnicas só evoluíram e, em 1967, foi inaugurado um evento específico para o setor: a Quadrienal de Praga. A cada quatro anos, profissionais da área reúnem-se para discutir os caminhos da cenografia e apresentar os seus melhores projetos.

Quadrienal de Praga na República Tcheca.

Mas existem profissionais exclusivos da cenografia?

A segmentação ocorreu há pouco tempo, sendo antes a cenografia uma linha da arquitetura ou da decoração de interiores. É importante, porém, separar as duas funções, por dois motivos principais.

Em primeiro lugar, a cenografia parte de um universo imaginário, enquanto a arquitetura depende da vida real. Depois, enquanto a primeira é passageira, a segunda deve ser feita para durar o máximo possível.

Assim, tanto a criatividade quanto a técnica do profissional da cenografia são distintas da arquitetura, mas ambas devem viver em sintonia.

Além da parte técnica de desenvolver os elementos do cenário, trabalho para o qual ele pode contar com a ajuda de outros especialistas, como marceneiros, pintores, costureiros, entre outros, a grande chave do trabalho do cenógrafo está na interpretação das ideias dos demais envolvidos no projeto.

Tomemos como exemplo o teatro. Nesse caso, o cenógrafo precisa entender e incorporar as ideias do diretor e do roteirista e ainda entender as necessidades dos atores e produtores, tanto físicas quanto de orçamento.

O mesmo vale para os eventos corporativos, para os quais é preciso entender as limitações do espaço, da empresa que promoverá o acontecimento e das atrações que podem ser convidadas. No fim, sua função é a de ouvir as ideias ou os briefings e contar essas histórias ficcionais por meio de elementos reais.

Os diferentes usos do cenógrafo

Costumamos pensar, ainda mais quando falamos de mundo da fantasia, no trabalho do cenógrafo para peças de teatro, séries de televisão ou filmes. Mas a profissão também é fundamental para o dia a dia de empresas. Isso porque pode auxiliar na criação de espaços promocionais, estandes em feiras, showrooms, pontos de venda e até workshops.

Nesses casos, ele alia os conhecimentos da experiência do consumidor com os conceitos da marca e com o espaço disponível. Para eventos, então, nem se fala! Desde as festas de final de ano até as conferências e seminários, a cenografia marca cada um desses acontecimentos, sejam eles corporativos, acadêmicos ou até pessoais, como festas de debutante, casamentos, etc.

Em cada uma das situações que comentamos, o papel do cenógrafo é o de ajudar a cumprir com os objetivos daquele espaço.

Estandes e espaços promocionais

 

Em uma convenção ou feira, o seu estande competirá com diversos outros. São as técnicas da cenografia que farão com que os visitantes se interessem pelo seu espaço e possam, em poucos metros quadrados, conhecer o seu serviço ou produto. Isso é pensado desde a sinalização até a altura em que são dispostos armários e prateleiras.

Pontos de venda e lojas

Em pontos de venda fixos, o marketing experiencial é ainda mais importante. A cenografia fará com que a experiência do consumidor naquele espaço seja marcante e desperte o desejo não só de compra, mas de identificação com a marca.

Som, luzes, cores e até o cheiro têm que fazer com que a pessoa se sinta em seu ambiente, à vontade. O cenógrafo pensa desde a decoração até a disposição dos produtos, passando pelas vitrinas, uniforme dos funcionários, lugar do caixa e dos balcões promocionais e qualquer mínimo detalhe que possa contribuir para a circulação das pessoas.

Eventos corporativos

Nos eventos corporativos, o grande desafio é conquistar a atenção do público. A cenografia fará com que a mensagem que será passada esteja presente em todo momento, ao mesmo tempo que descontrai os participantes e os convida a participarem.

O papel é fazer com que todos os presentes se engajem no mesmo objetivo.

Por trabalhar com questões práticas e também com outras mais subjetivas, a cenografia possibilita uma infinidade de possibilidades.

Quando estamos em um evento, muitas vezes não percebemos explicitamente todos os detalhes cenográficos empregados. Mas os estímulos que eles proporcionam ao serem colocados em conjunto nos afetam claramente.

Sensações de aconchego, de confiança, de romance, entre outras, são provocadas por intermédio de cheiros, sabores, cores e texturas. E tudo acontece por meio do trabalho de cenografia.

 

 

Fonte: Redação.

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