Compartilhando

09/11/2019


Colaborativo, coligado, coworking, compartilhado.

Alguém estranharia se eu disse que nunca estivemos tão juntos?

Não, não é?

Redes sociais, perfil, post, like.

Alguém estranharia se eu dissesse que estamos nos isolando?

Pior que também não, não é?

E onde a dialética faz sentido?

Nós, da geração com web – Tem essa geração ou é a das letrinhas ainda Y, X, Z? -, vivemos nas redes, na verdade fomos enredados, e até a world wide web já nos parece velha.

Estamos na web quase o tempo todo e nem sabemos mais ou pensamos nela.

E a nossa missão de transformar dados em informação, a fim de criarmos estratégia de mercado, sumiu?

Por quê?

Existem dados demais.

No afã de viver na web, geramos tantos dados que esquecemos de ser seletivos.

Hoje, a Inteligência Artificial sabe mais de nós que nós mesmos. E o mundo ficou virtualizado a tal ponto que é quase irreal.

O Google virou a base da informação e nem todo mundo lê os livros ou textos de que ele se vale, para entender o contexto da informação e confrontar as verdades que ele traz. Por isso tanta fake.

E o resultado você já sabe.

Como falado por um importante CEO: “Trocamos o Cabernet pela Internet.”

Sobre as mesas do bar, quando lá estamos, existem mais celulares que copos no aguardo do velho e bom Cabernet.

Sem a seletividade do que temos à frente, estamos transformando em informação dados que nos levam a falácias ou, pior, informações-comodites que todos têm, daí a estratégia é igual pra todos, ou quase todos.

Precisamos voltar aos encontros pessoais, ao tete a tete, aos almoços, jantares e cafés do também bom e velho papo, onde as ideias, ao colidirem, nos traziam novas ideias melhores e gente ao nosso redor inspirava e se tornava amiga e onde as marcas e cases muitas vezes eram criados.

Se você curtiu esse papo, que tal um brinde às novas estratégias cheias de humanos, bons momentos e ideias?

Vamos fazer um boomerang?

 

Por Tony Coelho.

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