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5 pontos de transformação para garantir a sobrevivência dos eventos

Por: Pedro Bannura - Presidente da agência Digi. 17 de Maio de 2020

A pandemia do Covid-19 é um catalisador das inovações e quebras de paradigmas, que vêm impactando o mercado de eventos e comunicação corporativa rapidamente. 

Eventos, feiras, encontros de vendas, convenções e treinamentos recebem milhões de reais em investimento com um sentido único: unir e dar pertencimento a times e colegas, periodicamente.

O retorno pós-pandemia não deve substituir 100% dos encontros presenciais, mas promete potencializar o uso da tecnologia e dos recentes novos hábitos digitais adquiridos para mudar a forma, os custos, e, certamente, melhorar o aproveitamento dos recursos.

Chegou a hora das empresas se prepararem tecnologicamente para essa grande mudança. Com o Covid-19 não sabemos por quanto tempo teremos que manter o isolamento, e é provável que tenhamos que viver em ondas de isolamento social por um longo prazo.

Por conta deste novo cenário, reuniões de trabalho com equipes em cidades diferentes, convenções de vendas de grandes times espalhados geograficamente pelo país e treinamentos, entre outros tipos de eventos, deverão atentar para 5 pontos fundamentais:

1. As empresas precisarão se profissionalizar e acabar com a “gambiarra” digital. É necessário ter bons parceiros e fornecedores, capazes de prover soluções modernas e inteligentes, e avançar para o uso de inteligência artificial, que ainda é muito incipiente.

2. Pequenos eventos de comunicação com público interno serão substituídos por transmissões via livestream. Com isso, as empresas atingirão mais colaboradores com um custo muito menor.

3. Surge a oportunidade de tornar a participação presencial como um reconhecimento e premiação para alguns colaboradores. Comitês presenciais podem ser criados para reunir funcionários que estão com maior conveniência ou relevância para os eventos e interagir com encontros on-line.

4. Após o final do isolamento social, uma mudança drástica na forma de comunicação deve ocorrer. Viagens a trabalho devem diminuir significativamente sendo substituídas por videochamadas.

5. Com o consumidor “forçado” a migrar para o digital, comércios eletrônicos, vendas e relacionamento on-line sairão fortalecidos e ganharão um espaço muito além do físico.

Exemplos corporativos

Algumas empresas já estão utilizando estes recursos, de quebra de paradigmas e busca por soluções de menor custo para conectar as forças de venda gigantescas espalhadas pelo Brasil. 

A TIM, por exemplo, já investe em um programa via livestream, com frequência mensal, que mantém todo o time das mais de 500 lojas alinhado com os lançamentos de ofertas, novidades da empresa, cultura, e direcionamento das áreas de marketing e comercial.

Já a multinacional de alimentos Cargill resolveu migrar o encontro dos distribuidores, que antes era um evento caro e restrito apenas à presença dos gerentes por conta da logística de transporte aéreo, hotel e atividades de entretenimento, para um evento transmitido pela internet, em formato de programa de televisão. 

A transmissão ao vivo via YouTube teve interação e participação de mais 1000 pessoas da força de vendas dos distribuidores.

Com estes novos formatos, o ganho de alcance é muito maior, os custos são muito menores e o resultado é, sem sombra de dúvida, muito mais produtivo. É um caminho sem volta que foi acelerado com a pandemia do Covid-19.

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