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Rio, País do Carnaval. Deixa meu bloco passar!

Por: Tony Coelho 5 de Janeiro de 2020

O Carnaval do Rio teve sua estreia no dia 12 de janeiro, em evento que preconizou 50 dias de folia na cidade.

O evento em si, iniciado às 13 e encerrado às 18h, ocorreu tranquilamente.

No entanto, o público não arredou pé, mesmo com o palco vazio, das areias de Copacabana, envolvido pela alegria e o calor intenso de um domingo de Sol intenso.

Aí, por volta das 19h30min, bem depois do término do evento, explodiu um conflito entre as forças de segurança e o público em geral, quando aquelas tentavam desobstruir a Avenida Atlântica, via fundamental do bairro.

As cenas, lamentáveis, que se sucederam, ganharam a mídia do Brasil e do mundo, mais que o Concurso de Rei Momo e Rainha do Carnaval e a Festa em si e, mais uma vez, deram a ideia de que o Carnaval do Rio é festa de confusão.

Que houve erros, houve, não se discute. Público imenso? Forças de segurança diminuta? (pode ser) Falta de controle dos ambulantes? Enfim...

Mas culpabilizar os Blocos, o Carnaval, a Festa, a Organização?

Há, ou houve, uma má vontade com algo ou alguém.

Os Blocos são a alegria, a cultura, a herança do Carnaval de rua que notabilizou o Rio como Cidade de Momo.

O Carnaval é, por si mesmo, cultura e aptidão do carioca, ordeiro por natureza. Não se pode confundir um grupo com o Carioca e os turistas que lá estavam.

A Festa aconteceu dentro do horário previsto e a Organização foi cirúrgica na programação.

A questão da segurança precisa ser dimensionada ou redimensionada, claro. Mesmo sem vítimas fatais, o que quer dizer alguma coisa, não pode se repetir o problema.

As Associações de Moradores do Bairro, legitimamente, reclamaram e providências serão, e devem ser, tomadas e eu coloquei acima questões que acho relevantes.

Não quero defender pessoas ou Instituições, mas vou defender o Rio e o seu Carnaval sim, porque entendo defender trabalho e alegria.

Acabar com os Blocos certamente não será a melhor solução. Eles hoje são nossa Festa democrática e alegre.

Bom lembrar, aqui, parte da velha canção de Carnaval, tão tocada em Blocos, que, a meu ver, os representa:

“O rei mandou cair dentro da folia
E lá vou eu (e lá vou eu)...”

Festa Profana: Samba da União da Ilha.

Tags: premio live