Uma lição norte-americana

13/03/2019


Vim a Los Angeles, Califórnia, para acompanhar junto a clientes, uma feira do segmento fitness, chamada Ihrsa.

Mas claro, estou aproveitando grande parte do meu tempo na região para visitar o varejo.

Acredito que entendendo o varejo tradicional dos Estados Unidos somos mais capazes de prever o que virá pela frente em todo segmento de varejo de vários países, inclusive o Brasil.

Eu poderia escrever sobre um monte de coisas sobre o varejo americano. Na última vez que visitei os EUA, foi Orlando, e na época escrevi aqui pro Promoview sobre a magia da Disney que transforma tudo em vendas, e também sobre os cupons de descontos.

Desta vez, o tema é bem diferente. Falo do varejo sem atendimento. Cada vez mais as lojas daqui vivem sem profissionais atendendo a clientes. Autosserviço na veia. Firme e forte. Eu sei que no Brasil isso também acontece, mas nada comparado com o que vemos aqui.

No segmento de academias de ginástica, por exemplo, por aqui não existem quase educadores físicos atendendo alunos. Que os membros das academias (como eles chamam), assistam a dicas de treinos nas telas e sigam em seus treinos no dia a dia.

Se isso ocorre em uma academia de ginástica, imagine em todo resto. Não precisam de atendimento, de guias, de caixas para pagamento. Que se faça tudo por celular. Mas claro, de forma correta.

Aqui funciona, e logo mais estes pontos deverão ganhar força no Brasil, mas se deve também à cultura local. Quantas lojas visitei onde eu pagava por conta própria e levava o que queria embora? Aqui, honestidade e correção vem junto com este varejo simplificado.

O brasileiro em grande parte está preparado para estas lojas, mas não todo ele. Porém, quando digo que estão preparados, não posso afirmar que assim o querem. Nós queremos gente, já que amamos gente.

Aqui, atendimento não é diferencial. É a alma do que muitos buscam.