Como diria Karol Conka: "se é pra tombar"... o Festival de Artes Negras 2017 (FAN-BH) tombou! O evento acontece entre os dias 15 e 22 de outubro e tem o protagonismo das mulheres negras como eixo central nesta nona edição, intitulada "FAN Mulheres".

Karol Conka e Ellen Oléria no Festival de Arte Negra

22/10/2017

Como diria Karol Conka: "se é pra tombar"... o Festival de Artes Negras 2017 (FAN-BH) tombou! O evento acontece entre os dias 15 e 22 de outubro e tem o protagonismo das mulheres negras como eixo central nesta nona edição, intitulada "FAN Mulheres".

No festival, o público pode conferir, aproximadamente, 100 atrações, entre música, teatro, literatura, exposições, rodas de conversa, oficinas e mostras de cinema. A programação acontece em diversos equipamentos culturais de Belo Horizonte, como o Teatro Marília, o Centro de Referência da Juventude, e até mesmo no Parque Municipal, onde acontecem os grandes shows.

Falando em grandes shows, a curadoria realizada Luciana Gomes (Dj Black Josie), pesquisadora e DJ renomada da cena musical de BH, apresenta nomes da música negra de todos os ritmos, como Karol Conka, Zezé Mota e Ellen Oléria. A curadora ressalta que os artistas escolhidos para essa edição do FAN-BH “representam gerações, estilos distintos da música brasileira, com um recorte que privilegia a presença e a força das mulheres nos espaços, não só da música, mas da arte como um todo”.

Também integram a programação musical, a cubana Teresa Morales, a guineense Nilze Carvalho,Fanta Kanote, além de artistas atuantes na cena belo-horizontina como Tamara Franklin, Cromossomo Africano, Bala da Palavra, entre outros.

Entre os espetáculos teatrais que fazem parte do FAN-BH 2017 estão o premiado "Vaga Carne", de Grace Passô,  atriz, diretora e dramaturga mineira, "Eras", do Coletivo Negras Autoras; "Cheiro de Feijoada", de Iléa Ferraz; "O Amargo Fruto – A vida de Billie Holiday", da atriz Lilian Valeska; e "Lembrança de um Corpo Ancestral", da Cia Motumbá.

O repertório teatral foi pensado para reforçar a presença de jovens dramaturgias que refletem a voz da mulher negra, seus anseios e espaços ocupados. As dramaturgias apresentam uma gama de questões que envolvem o universo feminino negro na cena afro contemporânea brasileira.


Fonte:: Redação