SC Johnson lança parceria global em prol do meio ambiente

30/10/2019


Essa parceria impulsiona os índices de reciclagem, e, ao mesmo tempo, transforma vidas ao oferecer benefícios econômicos e sociais com o uso da tecnologia de blockchain.

A SC Johnson, importante fabricante de marcas de consumo para uso doméstico, anunciou uma parceria global com a Plastic Bank para impedir que resíduos plásticos terminem no oceano e reduzir a pobreza.

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Com três anos de duração, a iniciativa cria infraestrutura de reciclagem de larga escala em cinco países e remunera seus habitantes que coletarem plástico em troca de poupança digital e recompensas.

Depois que o plástico for coletado e trocado, ele será reciclado para a produção da primeira garrafa composta integralmente com Social Plastic, que a SC Johnson utilizará para sua emblemática linha Windex a partir de fevereiro de 2020.

Fisk Johnson com Vilma, coletora da Plastic Bank (Foto: Divulgação).

“Mais de oito milhões de toneladas de plástico são despejados no oceano a cada ano, e construir uma infraestrutura que interrompa o ciclo desses resíduos antes que terminem em águas oceânicas é fundamental para solucionar esse problema.”, declarou Fisk Johnson, presidente do conselho e CEO da SC Johnson. “Estou particularmente feliz por saber que este programa que desenvolvemos com a Plastic Bank ajuda a combater a pobreza e esse grave problema ambiental ao mesmo tempo.”, completa.

A SC Johnson e a Plastic Bank já contam com nove centros de coleta na Indonésia. Mediante o novo acordo de três anos, elas ampliarão esse número para 509 centros e pontos de coleta em diversos países, entre eles, Indonésia, Filipinas, Tailândia, Vietnã – quatro dos cinco países que mais contribuem para o despejo de plásticos no oceano – e Brasil. 

Com o aumento da escala global proporcionada por essa parceria, a Plastic Bank planeja recolher 30.000 toneladas de resíduos plásticos ao longo de três anos. Isso equivale a impedir que, aproximadamente, 1,5 bilhão de garrafas plásticas cheguem a cursos d’água e ao oceano, uma vez que todo o material plástico será coletado em uma faixa de 50 km do oceano ou de cursos d’água em países que não contam com uma infraestrutura formal para a coleta de resíduos.

Geralmente, a pobreza extrema agrava a poluição extrema, pois muitos países em desenvolvimento não contam com os recursos necessários para construir infraestruturas de remoção e reciclagem de lixo.

Pesquisadores estimam que são despejados 8 milhões de toneladas de resíduos plásticos no oceano anualmente, e cerca de 90% desse material é proveniente de dez rios em todo o mundo: oito deles na Ásia e dois na África. Essa poluição tem implicações de longo alcance para o nosso planeta e a vida na Terra.

Combatendo a pobreza e a poluição: como funciona o Social Plastic

Desenvolvido pela Plastic Bank, o ecossistema Social Plastic constrói e ativa infraestrutura de reciclagem nas regiões mais pobres do mundo e convida seus habitantes a obterem uma receita estável participando desse esforço.

Os habitantes podem recolher e trocar material plástico por tokens digitais. Ao utilizarem a tecnologia de blockchain, eles podem trocar os tokens por acesso a artigos de primeira necessidade, assistência à saúde, despesas escolares, moedas locais e vários outros bens e serviços, reduzindo assim o risco de perda ou roubo.

Fisk Johnson com David Katz, cofundador da Plastic Bank.

Além disso, de acordo com a Plastic Bank, esses habitantes podem aumentar consideravelmente sua renda, já que recebem a taxa cotada no mercado à vista acrescida de um prêmio pelo plástico que recolhem. Depois de coletados, os resíduos plásticos são reciclados, transformados em Social Plastic e vendidos para a fabricação de novos produtos.

“Juntos com a SC Johnson, podemos agora ajudar a fechar o ciclo e promover uma economia circular, desenvolvendo ao mesmo tempo infraestrutura nas áreas em que ela é mais necessária.”, afirmou David Katz, fundador e CEO da Plastic Bank. “Não vemos a hora de ampliar exponencialmente e maximizar nossos esforços para limpar o meio ambiente e impedir que resíduos cheguem ao oceano, tudo enquanto ajudamos a reduzir a pobreza. Outros CEOs devem seguir este exemplo: não há parceira melhor que Fisk e SC Johnson!”

Fonte: Redação.

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