Leia-me, decifre-me

29/08/2019


E foi aí que abri as páginas de meu livro Do Marketing Promocional ao Live Marketing e dele brotaram Elza Tsumori e Zé Victor Oliva e muita gente que a minha memória guardou para fazer história.

Tudo começou com Dona Benta nas Reinações de Narizinho, no Sítio do Pica-Pau Amarelo, falando na voz de minha mãe lendo pra mim para eu dormir.

E o legal é que a Val lia pro Ronan, nosso filho, também.

Daí vieram poetas, contistas, romancistas... e seus personagens.

Saint-Exupéri com seu princepezinho doidão contador de histórias no devaneio do piloto, ao cair no Deserto do Saara.

Pollyanna e seu incrível bom humor e visão positiva da vida, na visão de Eleanor Porter, igual a Tistu e seu dedo verde a mudar a guerra em paz, no sonho literário de Maurice Druon...

Cresci, e a poesia tomou conta de mim com Drummond, Bandeira, Neruda, Castro Alves (meu apelido na Faculdade. Mais pelo cabelo que pelo talento), Lord Byron, e Fernando Pessoa, meu ídolo maior... e muitos outros. Afinal estudei Português e Literatura.

Na prosa/poesia, os românticos, Alencar em especial, Machado de Assis, li tudo, Tolstoi, Kafta, William Shakespeare, Guimarães Rosa, Manoel de Barros, Graciliano Ramos, Jorge Amado e minhas amadas Rachel de Queirós, Clarice, Cecília Meireles, Ligia Fagundes Teles e Cora Coralina... Xiii, quanto mais escrevo, mais lembro...

Ler é mais que um prazer, é uma lavagem de alma, um sonhar acordado, uma benção em forma de palavras.

Hoje, 29 de outubro é o Dia Nacional do Livro.

Tá, eu sei que muitos de vocês comemoram no dia 23 de Abril, Dia Internacional do Livro.

Mas comemoro o dia do Brasil.

O Dia Nacional do Livro surgiu em homenagem à fundação da Biblioteca Nacional do Livro, em 1810, pela Coroa Portuguesa.

Na época, D. João VI trouxe para o Brasil milhares de peças da Real Biblioteca Portuguesa, formando o princípio da Biblioteca Nacional do Brasil (fundada em 29 de outubro de 1810).

Vale lembrar que o Brasil começou a editar seus próprios livros ainda em 1808, quando D. João VI fundou a Imprensa Régia. O primeiro livro a ser editado foi "Marília de Dirceu", do escritor Tomás Antônio Gonzaga.

Leiam-me, decifrem-me, pois somos todos um livro ambulante, cheio de histórias a contar.

Concluo com a frase de José Luis Borges:

“Eu sempre imaginei que o paraíso seria um tipo de biblioteca”

Taí, já vivi no Paraíso.

 

Por Tony Coelho.

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