RP: O poder da empatia na construção de alianças corporativas

26/06/2019


105 anos... uma atividade secular, mas que somente agora na segunda década do Século XXI debuta como um dos mais relevantes e sólidos elos comunicacionais, fomentadores de imagens e reputações que geram relacionamentos frutíferos e sinergias coabitadas na essência humana, de interdependência social.

Essa longeva profissão conhecida, ou melhor, desconhecida, por muitos, chama-se Relações Públicas.

Infelizmente, como integrante do tripé macroestrutural da Comunicação, lado a lado com o Jornalismo e a Publicidade, as Relações Públicas ainda representam uma grande incógnita no imaginário brasileiro, tanto nas esferas corporativa, governamental e da própria opinião pública.

Sua pluralidade e extensão de atividades conectadas geram interpretações superficiais e paradigmas conflitantes, de difícil compreensão e/ou sobreposição.

É vital reconhecer que o profissional de RP tem em sua formação técnicas inúmeros instrumentos estratégicos visando estabelecer uma ética autêntica e mútua comunicação entre uma empresa, negócio, marca, produto e/ou serviço e seus diversos públicos de interesse, os famigerados, stakeholders.

A visão e foco do trabalho de um RP é multi: disciplinar, cultural, político, porém, nada orgânico, já que o planejamento de suas ações preza por investir na compreensão dos anseios, percepções, questionamentos e diversidades de seus interlocutores por meio de pesquisas dirigidas, e, dessa forma, estabelecer premissas únicas, exclusivas e customizadas, afinal somos seres diferentes, com demandas e particularidades distintas também.

Organização de eventos, assessoria de comunicação, cerimonial e protocolo, gerenciamento de crises, comunicação interna, lobby, compliance, brand content, projetos de tesponsabilidade social empresarial, gestão de mídias sociais  são exemplos do portfólio de atuação das RPs.

Como profissão legitimada, representada por um Conselho Profissional, que é uma autarquia pública, só podem exercer funções de Relações Públicas, aqueles que tiverem formação universitária específica e que sejam registrados nos respectivos conselhos de sua região de atuação.

Dessa forma, a sociedade tem garantias que esse grupo exercerá com maestria ética, referendada por órgão fiscalizador e orientativo.

Profissionais de outras áreas, mesmo que próximas, não poderão realizar essas atividades e muito menos se autoproclamarem RPs, sendo passíveis de multas por exercício ilegal da profissão.

Há uma latente e urgente dinâmica de que empresas e a opinião pública sejam impactadas por informações e dados relativos às RPs, justamente para evitar incompreensões e ignorâncias a cerca desse universo profissional, vital para o desenvolvimento de relacionamentos conspícuos e salutares a uma convivência harmoniosa saudável e rica para todos os envolvidos, afinal, empatia há mais de um século não é apenas uma palavra bonita, ela está no DNA dos RPs.

Se no seu negócio está faltando empatia, certamente é resultado da ausência de um RP legítimo.

Não persista no erro... Todo mundo precisa de um RP.... Todo mundo merece ter um RP.

Não pense muito... Contrate um RP e surpreenda-se com a guinada em seus negócios.

 

Por Andrea Nakane.

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