Negócio da China 1

06/08/2019


Texto maravilhoso do Lucas Marques, COO da Méliuz, fala de sua visita à China e de seu enorme espanto ante ao que está acontecendo por lá.

tony negócio da chinaEmbora não tenha tido o privilégio de visitar esse grande País, há algum tempo venho lendo e recebendo informações de seu crescimento tecnológico.

Antigamente, a maioria das pessoas se reportava à China como o país que copiava, produzia tudo para os outros por conta de mão de obra barata e com qualidade duvidosa. Mas era a verdade?

Não! A China estava se preparando. Afinal, como um país, praticamente fechado ao mundo, conseguiria ter inputs tecnológicos se não fosse assim?

Pois bem, se fez de bobo e aprendeu. Com o que aprendeu, construiu novo conhecimento, evolui, pesquisou, trabalhou e implementou o novo. Hoje, produz quase tudo que o mundo precisa a custo único... e de ótima qualidade.

Vamos pegar e comentar algumas informações do Lucas.

“...O país tem uma população de quase 1,4 bilhões de pessoas e a terceira maior área territorial do mundo...”

A China é enorme e diversificada, daí não precisa de mercado nenhum para testar nada. Testa internamente. Por isso, pouco sabemos de sua evolução.

“Shenzhen (guardem o nome dessa cidade):

• Cidade superlimpa e arborizada. Todos os ônibus e grande parte dos carros são elétricos;

• Muitos prédios gigantescos e com design moderno (inclusive o quarto maior do mundo);

• Na hora do almoço fomos em uma praça de alimentação do shopping mais perto. Escolhemos um restaurante qualquer e sentamos. Não tinha cardápio na mesa. O garçom não veio nos atender. Levantamos e fomos até o balcão pedir o cardápio e escolher o queríamos comer. O atendente não falava inglês e ficou muito confuso com a gente pedindo o cardápio e fazendo o pedido ali no balcão. A gente não sabia, mas ele não estava acostumado com aquilo. Alguns minutos depois uma família sentou no nosso lado e aí finalmente entendemos como se fazia pedido em um restaurante na China. O pai tirou o celular, escaneou um QR code na mesa do restaurante, abriu o cardápio no celular, escolheu o que queria, pagou ali mesmo no app e pronto. Ficou aguardando sua comida chegar. Sem garçom, sem cardápio físico, sem rolo de dinheiro, cartão de crédito ou confusão para pagar a conta. Me senti um homem das cavernas visitando o futuro.”

Hoje, na China, tudo é tecnologia, em qualquer lugar. Até pedintes pegam dinheiro por aproximação de celular. Riu? Mas é verdade.

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“Ainda em Shenzhen, visitamos duas grandes empresas, a BYD e a Huawei.

Você já tinha ouvido falar da BYD? Eu não, e olha que incrível sobre ela:

• Maior empresa de baterias e veículos elétricos do mundo! Só na China ela tem 421 mil ônibus elétricos em operação;

• A empresa tem 200 mil funcionários, sendo 20 mil engenheiros em Pesquisa e Desenvolvimento;

• Até 2021, 100% dos veículos públicos serão elétricos. Não só ônibus, mas carros de bombeiro, polícia, caminhões de limpeza urbana e etc;

• A empresa surgiu em 1995 para produzir baterias. Hoje, 30% das baterias de celular do mundo são produzidas por eles;

• Mas eles não param. Além de serem os maiores produtores de veículos elétricos do mundo, começaram agora a produzir trens elétricos, que são 5 vezes mais baratos que metrôs e que são instalados em um terço do tempo!;

• No Brasil, a cidade de Indaiatuba já tem 20 caminhões de limpeza elétricos da BYD. Escolheram esse modelo para poderem operar de noite sem atrapalhar a população;

• A empresa está crescendo o faturamento num nível exponencial, mesmo mantendo o mesmo número de funcionários, o que tem feito sua lucratividade crescer de forma assustadora.

...

No 3º dia em Shenzhen visitamos um laboratório de inovação e uma aceleradora de startups de hardware.

• Nas fotos vocês conseguem ver como era Shenzhen em 1998 e como ela está agora. Por que isso aconteceu? O governo chinês tornou essa região uma zona especial e testou capitalismo nela, com a iniciativa privada tendo mais liberdade para empreender.

Shenzhen em 1998

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Shenzhen em 2018 - 20 anos depois

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Shenzhen é o Vale do Silício da China, berço de startups e empresas inimagináveis. Foi de lá que, enquanto o Ocidente discutia poder e força, eles testavam um Capitalismo Tecnológico que está invadindo o mundo e tomando conta do capital...

Faz sentido pra você agora o porquê dos EUA querer impor medidas restritivas ao comércio com a China?

Quanto a nós, do live marketing, saibas que boa parte das tecnologias que estamos usando em eventos, especialmente de LED, tem vindo de lá. E os caras estão pensando em trazer empresas deles pra cá e investir em empresas brasileiras... CLIENTES que adoram eventos.

Não é um negócio da China?

 

Por Tony Coelho.

 

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