Diverso, ético e engajado, da porta pra fora

06/09/2019


Vivemos um momento ímpar em nossa sociedade e no mercado em geral.

São empresas, agências, instituições e organizações que falam, divulgam, preconizam e se dizem diversas e que dão espaço a todas as variedades culturais, étnicas, biológicas etc.

Se dizem éticas, ou seja, com uma consciência profissional que representam com imperativos de sua conduta e que agem dentro de padrões convencionais na busca do bem comum sem prejudicar o próximo.

E engajadas em propósitos dignos que as norteiam, como respeito ao meio ambiente e preocupação com crianças, adolescentes, com a sociedade em geral.

A maioria é falsa, enganadora e enojante.

Em quantas empresas você encontra, com normalidade,  equidade de gênero, negros em número que reflita a sociedade, PCDs, idosos, pessoas esteticamente cheinhas etc?

Pergunta a um idoso ou gordinho onde ele consegue comprar roupa com facilidade, eu digo roupa decente, com qualidade e estilo, a um preço justo?

Não vê, não conhece, né?

Quantas empresas são éticas com seus fornecedores e não os explora, fazendo dinheiro com eles, querendo tornar-se sócio deles na grana, vide relação com agências, nas concorrências...

Ah, isso é repetitivo. Já disseram muitas vezes, em muitos lugares... e nada mudou.

Pois é, prova de que eles não têm vergonha nem medo do que fazem, descarados que são.

Seus propósitos são de fachada, enganação para ludibriar consumidores, clientes, parceiros comerciais incautos ou iguais a eles.

Não me canso de denunciá-los, porque acredito no velho adágio: “Água mole em pedra dura tanto bate até que fura.”

Ah, e não adianta (recado para eles) ameaças e contatos raivosos, estou velho para passar a ter medo de bicho feio.

Mahatma Gandhi já disse: “O medo tem alguma utilidade, mas a covardia não.” 

Como não sou covarde, como alguns que se calam e aceitam, grito na forma de texto.

Cobremos dos que se dizem diversos, éticos e engajados e praticam o assédio moral corporativo.

Cuidado com quem fica sobre o muro porque não encara uma posição na qual acredita.

Cuidado com empresas, instituições, agências e pessoas que falam, divulgam e não fazem o que falam e propagam.

A vítima não será um negro, uma mulher, um PCD, um idoso, uma instituição mais fraca ou a sociedade distante.

A vítima será você.

Por falar nisso, quais suas crenças?

 

Por Tony Coelho.

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