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Falta pouco para mais um Festival de Balonismo em Torres

Por: Assessoria 24 de Abril de 2017

Falta poucos dias para o céu de Torres ficar ainda mais bonito. A cidade se prepara para a 29° edição do Festival Internacional de Balonismo, que será realizado de 28 de abril a 1º de maio, no Parque Municipal de Exposições Odilo Webber Rodrigues – Parque do Balonismo.

 Mais de 35 balões irão sobrevoar e colorir a cidade durante o Festival, que é considerado o maior evento do ramo na América do Sul. 

A iniciativa, promovida pela Prefeitura Municipal de Torres em parceria com a empresa Air Show, responsável técnica da competição, consagrou Torres como a capital brasileira do balonismo. 

A cidade está entre as três do mundo – juntamente com Albuquerque, nos Estados Unidos, e Chateau D’Ouex, na Suíça – que sediam um evento deste porte… e há 29 anos consecutivos.

Além dos tradicionais balões em forma de “gota”, o Festival terá a participação de pelo menos um balão de formato especial: o paulista Warley Macedo irá voar com a simpática Galinha Pintadinha. Pilotos de vários lugares do Brasil, além de argentinos, demonstrarão todos os seus conhecimentos e intimidade com o esporte durante o Festival.

Para entrar no Parque do Balonismo, o visitante não pagará ingresso. O acesso a todas as áreas do Parque é livre, exceto na arena de shows, cuja cobrança varia conforme a atração, que deverão ser divulgadas em breve.

Durante o Festival os pilotos enfrentam uma série de provas em que demonstram sua habilidade, perícia e familiaridade com o esporte. As competições são geralmente de precisão, quando um alvo deve ser atingido, seja no chão ou suspenso no alto de um mastro. O piloto que vencer a prova da chave levará para casa um Chevrolet Onix zero quilômetro, oferecido pela Pinho Veículos.

Os pilotos torrenses estarão em grande número no 29º Festival Internacional de Balonismo. Serão nada menos que 13 balonistas locais tentando conquistar o título inédito para a cidade. São eles: Carlos Henrique, Diego Bueno, Fabio Lopes, Giovani Pompermaier, Graco Magnus, João Vitor Justo, Laís Pinho, Luciano Gross, Murilo Hoffmann, Paulo Cesar Farias, Reni Pinho, Ricardo Lima e Vinicius Tedesco.

Quer voar durante o Festival de Balonismo?

Uma das grandes atrações do Festival são os voos de instrução que o visitante pode realizar durante o evento. Os voos são realizados pela manhã entre 7h e 9h, e a tarde, entre 16h e 18h. Para fazer o agendamento do voo o interessado deve entrar em contato com a empresa Air Show, responsável técnica do evento, pelo e-mail [email protected] .

Saiba como funcionam os balões

Você já parou para pensar o que faz um balão a ar quente voar? É o mesmo princípio que mantém a comida congelada nas geladeiras das quitandas e supermercados. É um princípio muito simples: ar quente sobe e ar frio desce. Enquanto o ar super frio originado no congelador envolve a comida nas prateleiras abaixo, o ar quente dentro do balão sobe e empurra o balão para cima, mantendo o balão flutuando.

Um balão a ar quente é subdividido em 3 partes principais: o envelope, o maçarico e o cesto. O cesto é onde os passageiros voam. Usualmente é feito de vime, além de ser leve e flexível. O envelope é a parte de tecido colorido que mantém o ar quente. Quando o ar dentro do envelope é aquecido, o balão flutua. O maçarico é posicionado acima da cabeça dos passageiros e produz uma enorme chama para aquecer o ar dentro do envelope.

Para descer, o piloto deixa o ar esfriar e o balão se torna mais pesado que o ar. O piloto tem o controle total dos movimentos para cima e para baixo controlando a temperatura do envelope. Uma vez em voo, os balões flutuam no vento.

É verdade que o piloto não sabe aonde o balão vai pousar com antecedência, mas isto não significa que ele não tenha o controle do voo e do pouso. Antes de decolar, o piloto sabe a direção em que o vento está soprando e consequentemente sabe a direção que o balão irá. O ar é formado por várias camadas que se movimentam em diversas direções. Mesmo que o piloto não possa dirigir o balão para esquerda ou para direita, ele pode subir e descer buscando as diferentes camadas de ar/vento para que o balão mude de direção.

Durante o voo, o balão é seguido pela equipe de resgate. O piloto mantém contato com sua equipe através de rádio, orientando-os para que a equipe sempre chegue junto com o balão quando este faz o pouso final. Toda esta perseguição é uma aventura em si. Depois do pouso, a equipe empacota o balão e os equipamentos no carro de resgate e todos retornam para o local de decolagem.

Conheça um pouco da história do Festival

O Festival de Balonismo em Torres iniciou por acaso. Em 1989, durante os preparativos da II FEBANANA, festa anteriormente realizada no município, os organizadores resolveram inovar e trazer alguns balões para a divulgação do evento. O interesse do público pelos balões foi tanto que, em outubro daquele ano, surge o 1º Festival Sulbrasileiro de Balonismo em Torres. A FEBANANA não foi mais realizada no município, enquanto que o Festival de Balonismo passou a ser promovido anualmente, tornando-se o principal e mais tradicional evento da cidade.

A 1ª edição do Festival foi um verdadeiro sucesso. Contou com a participação de 10 enormes e coloridos balões e chamou a atenção principalmente por se tratar de um evento inédito no sul do país. Jornais expoentes do Rio Grande do Sul divulgaram e destacaram a iniciativa, possibilitando que pessoas de todo o Estado conhecessem o evento.

Antigamente o Festival era realizado em outubro. No entanto, os ventos da primavera atrapalhavam um pouco a competição, impedindo os balões de alçarem vôo em muitas provas, motivo pela qual a data foi alterada.

A cada ano que passa aumenta o número de balões no evento, colorindo ainda mais o céu de Torres. Pilotos e suas equipes também ganham a empatia do público que, gradativamente, cresce a cada nova edição do Festival.

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