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Cini fortalece presença no interior do Paraná

Por: Redação Promoview 15 de Fevereiro de 2016

Atuando em um segmento altamente concentrado, com grandes concorrentes multinacionais, a fabricante de bebidas paranaense Cini aposta nos sabores carros-chefes da companhia – Framboesa e Gengibirra – para expandir sua atuação no mercado. O plano é fortalecer a presença da marca localmente ao levar os produtos para cidades ainda não atendidas no interior do Paraná. Com uma posição regional bem consolidada, o objetivo final é entrar em outros estados do país.

Para atingir esses resultados, a empresa centenária vem passando por mudanças estratégicas. O ano de 2015 foi marcado por uma grande reestruturação nos negócios com o encerramento do ciclo de gestão familiar e a profissionalização da administração, com a contratação de um CEO. O desafio foi assumido pelo executivo Rodrigo Marcon, em maio de 2015. Os quatros sócios, membros da família Cini, continuam participando dos negócios através de um comitê, que se reúne mensalmente para participar de decisões estratégicas.

O passo de profissionalizar a gestão da empresa familiar, que estava na quarta geração, foi fundamental para quebrar barreiras. Em novembro do ano passado, após 111 anos de fundação, a Cini lançou as primeiras latinhas de refrigerantes nos sabores Framboesa, Gengibirra e Citrus. “A decisão de partir para esse produto é difícil quando não se tem alguém à frente do negócio”, afirma Marcon.

A decisão, segundo o CEO, já começou a dar resultados positivos. Antes, a Cini estava restrita a canais que não eram de consumo imediato, pois só vendia produtos em garrafas de vidro e plástico. Com a entrada no segmento de latas, os produtos passaram a ser vendidos em bares e restaurantes. O lançamento do energético, em dezembro, também alcançou as casas noturnas.

Crescimento

De acordo com Marcon, em janeiro, a empresa cresceu 20% na comparação com o mesmo mês do ano anterior e aumentou em 34% a distribuição dos produtos. São produzidos por mês até 6 milhões de litros em bebidas, sendo 10% desse valor correspondente à produção de bebidas em latas. Em 2014, a receita líquida da companhia foi de R$ 38 milhões, valor 25% superior ao registrado em 2013. A Cini ainda não divulgou o balanço referente a 2015, mas espera manter um crescimento na faixa de 20% ao final de 2016.

Centenária, marca paranaense passa por reposicionamento

Para ganhar espaço no interior e no país, a Cini Bebidas está passando por um processo de reposicionamento da marca. Não se trata de mudar a identidade visual ou adicionar novos sabores ao catálogo. A ideia é, justamente, recuperar a essência da marca tão conhecida pelos curitibanos e levar essa mensagem para cidades do interior do Paraná e, depois, para o Brasil.

Após anos sem investir em mídia, a Cini voltou a aparecer na televisão e entrou de vez no universo das redes sociais. A empresa, também, aperfeiçoou seus departamentos de expedição, logística, comercial, administração e marketing para conseguir atender de maneira mais eficiente os clientes.

A fórmula para conquistar o interior do Paraná inclui a entrada no segmento de latas, campanhas publicitárias e uma logística eficiente, que possibilite estar presente em novos pontos de vendas.Todas essas ações já estão em execução pela nova gestão e devem ser ampliadas ao longo do ano.

Com 40% de ociosidade na fábrica atualmente, a Cini prevê que não será necessário ampliar o maquinário ou construir uma nova sede, por exemplo. Nos planos futuros está o desejo de trazer a linha de produção de refrigerantes em lata para São José dos Pinhais, hoje feita em São Paulo por uma indústria terceirizada.

Quando estiver totalmente consolidada no estado, o objetivo é entrar no cenário nacional. Para evitar a concorrência com as grandes multinacionais, a Cini apostará no seu diferencial, os tradicionais sabores Framboesa e Gengibirra. “Ninguém hoje dedica um ano inteiro de pesquisa para produzir um produto. A Gengibirra demora um ano e meio entre o início da produção e o final dela. É a safra do gengibre que vem do mesmo produtor há muitos anos”, explica o CEO Rodrigo Marcon.

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