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A influência da propaganda na vida do consumidor

Por: Redação. 13 de Dezembro de 2018

A propaganda sempre esteve presente na vida das pessoas. Com a TV reinando absoluta por anos e anos, era por intermédio dela que tomávamos conhecimento das principais novidades das marcas.

Os anos passaram, e, com a Era digital, as propagandas tiveram que se reinventar, os publicitários precisaram colocar à prova toda a sua criatividade, e, para completar, a fiscalização sobre elas ficou muito maior.

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As redes sociais não perdoam mais nenhum deslize por parte de uma marca quando o assunto é propaganda. Mas, será que ela tem realmente uma influência na vida do consumidor?

Não se pode negar que o consumo faz parte do cotidiano de todo ser humano, pois algumas das suas necessidades só podem ser supridas por intermédio da compra.

No entanto, quando o ato de comprar acontece para satisfação pessoal e não por necessidade, passa a ser denominado como consumismo.

O consumismo está totalmente associado ao capitalismo, ele é disseminado por meio de campanhas publicitárias transmitidas em diversos meios de comunicação como outdoors, cinema, televisão e muitos outros.

Qualquer indivíduo, independente de sua classe social ou idade, é estimulado por esse tipo de propaganda a consumir, pois os publicitários que as criam exercem um poder de manipulação gigantesco, por intermédio  de repetições exaustivas e artifícios visuais, criando um desejo de consumo desnecessário.

Quantas vezes você viu uma propaganda, e, mesmo sem estar precisando, desejou aquele produto ou serviço? Ou foi ao shopping iludido por promoções e adquiriu produtos que não tinha intenção alguma de comprar?

Além disso, essas campanhas não apenas mostram o produto, mas também agregam valor, criando uma sensação de que se você o possuir irá ser mais feliz, desejado e bem-sucedido.

Um grande exemplo são as propagandas de fast-food que descrevem uma vida feliz e saudável aos seus consumidores.

Há também as de bebidas alcoólicas, que descrevem um universo sem preocupações, apenas curtição, amigos e uma boa “gelada” além de todo sensualismo envolvendo mulheres dentro dos padrões de beleza impostos pela mídia que podem ser conquistadas apenas pelo fato de se consumir aquela determinada bebida.

A propaganda não vende só o produto, mas também aquilo que ele representa para o consumidor, considerando o momento social e utilizando de valores que reforçam a ascensão social, o desejo, o prazer, o poder, a sexualidade.

As ações publicitárias são fundamentais para as empresas persuadirem a população e têm se tornado, cada vez mais, um dos males da sociedade capitalista.

Nesse cenário, com certeza as crianças acabam sendo as maiores vítimas desse consumismo desenfreado.

É normal vermos algumas campanhas sendo denunciadas ao Conar – Conselho Nacional de Autorregulamentação Publicitária por não estarem de acordo com os padrões que a maioria das pessoas acredita ser o correto.

As redes sociais, nesse sentido, em muito têm ajudado. Qualquer falha percebida, imediatamente viraliza, e, na maioria das vezes, a marca acaba tirando a campanha do ar.

Um caso bem recente aconteceu com o comercial da Perdigão. Os internautas chegaram à conclusão que havia uma conotação de preconceito. A empresa se posicionou dizendo que não teve a intenção de passar essa mensagem. Mas, não houve jeito. Ela foi reprovada.

Assista ao vídeo da campanha abaixo:

Não se vive sem campanhas publicitárias. Porém, é preciso que, enquanto pais, não permitam que seus filhos se deixem influenciar por elas, e, no papel de consumidor comum, o mesmo deve acontecer.

Saber o que está em alta, seja no mercado da moda, alimentação, ou outro segmento qualquer é importante, porém, não podemos nos deixar encantar pelas maravilhas que são apresentadas nos comerciais.  

Os publicitários são pagos para mostrar o melhor do produto que o seu cliente está oferecendo. Ao consumidor, cabe a responsabilidade de saber separar o joio do trigo.

O bom senso deve sempre prevalecer. Torcemos para que as campanhas publicitárias evoluam cada vez mais, ao mesmo tempo que esperamos que os consumidores saibam interpretá-las de maneira correta.

 

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