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Tokens não-fungíveis são oportunidade para marcas se aproximarem dos clientes

Por: Antonio Cervi. 5 de Fevereiro de 2022

Os “token não-fungíveis”, tradução em português para a sigla NFT, se tornaram um assunto global no ano passando, despertando o interesse de muitos investidores e, relação ao tema.

Não à toa, muitas marcas também passaram a apostar nos NFTs ao perceberem que investir em ações mais personalizadas pode ser um dos grandes diferenciais de uma marca ou de uma ação de marketing.

Já dá para notar a movimentação de várias marcas em direção aos NFT, nas mais diversas áreas de atuação. Como nos esportes, por exemplo.

O mercado esportivo sempre foi movido pela venda de colecionáveis como figurinhas, tênis de edições limitadas e hoje também com os NFTs.

Recentemente a NBA, junto com a empresa Dapper Labs, criou o NBA Top Shot, um negócio de vendas de cards virtuais de cenas de lances das partidas, os "momentos".

Também nos esportes, como foi divulgado pelo Promoview no fim de 2021, o ex-jogador de basquete, Michael Jordan, em parceria com seu filho, Jeffrey Jordan, lançou a Heir Inc.

Neste ano, quando a Fórmula 1 der largada, o icônico carro Ferrari vermelho vai rodar com o nome Velas, que será a patrocinadora principal da equipe da Série Esports da Ferrari. Foto: Divulgação

Outra forma de entrada para as marcas é aliar edições exclusivas ou comemorativas com NFTs. A versão digital de um produto pode ser colocada como um bônus depois da compra.

No mundo do automobilismo, a Ferrari divulgou no fim do ano passado a intenção de vender em breve as Ferrari NFTs digitais, através de uma nova parceria com a Velas Network AG.

Além de construir seus próprios lançamentos de NFT, o RTFKT tinha colaborado com outros criadores de criptografia para projetar itens como sapatos físicos. Foto: Divulgação

A Nike também mostrou que está mergulhando de cabeça no mundo dos colecionáveis criptográficos, ao anunciar a aquisição do estúdio NFT RTFKT (pronuncia-se "artifact").

O mundo dos games também está cada vez mais próximo aos NFTs. Os tokens chegaram recentemente ao Ghost Recon Breakpoint da Ubisoft como produtos cosméticos únicos, colecionáveis e disponíveis no mundo do game.

Katy Perry colocou em leilão o Leão de Ouro concedido à sua performance vista no mundo todo em 2013. Foto: Divulgação

Também há exemplos na música. A cantora e compositora Katy Perry, em colaboração com a Theta Network, lançou no fim de 2021 seu primeiro conjunto de tokens não fungíveis para seus fãs em todo o mundo no ThetaDrop.

Osbourne anunciou a chegada do "Cryptobatz" - um lançamento limitado de 9.666 NFT que revisita os mais infames e pesados momentos do metal. Foto: Getty Images

Ozzy Osbourne anunciou no começo do ano sua entrada na indústria cripto com o lançamento de sua própria coleção NFT - os Cryptobatz. O número limitado de tokens presta homenagem ao famoso incidente ocorrido em 1982 com a infame mordida que o ex-vocalista do Black Sabbath deu em um morcego.

E no mundo das redes sociais e mídias digitais não poderia ser diferente. O CEO do Instagram, Adam Mosseri anunciou, no fim do ano passado, que a rede social está "explorando os NFTs" e quer torná-los "mais acessíveis".

O Instagram poderia fornecer a seus usuários ferramentas para mostrar os NFTs criados por eles. Foto: Pexels

A plataforma de compartilhamento de fotos está analisando os tokens não-fungíveis, e espera poder leva-los a um público mais amplo, tornando-os mais acessíveis às pessoas comuns.

Tendo movimentado mais de US$ 24,9 bilhões em 2021, os tokens também estão despertando a atenção do YouTube, que anunciou recentemente que a plataforma está considerando oferecer NFTs como uma forma de ajudar os criadores de conteúdo a capitalizarem tecnologias emergentes.

Com o assunto cada vez mais em pauta, é crucial que as empresas acompanhem essa movimentação do mercado para não ficar para trás.

É essa a opinião de Rapha Avellar, fundador da Adventures, uma aceleradora de marcas e uma das mais promissoras empresas de marketing do Brasil, que tem ajudado grandes marcas a se moverem na velocidade da cultura.

“As pessoas se engajam com marcas que entendem as suas dores e entregam uma experiência única. E quando traçamos um paralelo com os NFTs, notamos que é exatamente esse o efeito que eles proporcionam. Esses tokens unem alguns elementos capazes de despertar a identificação no público-alvo e trazer o senso de pertencimento, que é o exato ponto onde muitas marcas precisam chegar para conquistar seus clientes”, afirma Rapha.

“Os NFTs são obras digitais, ou seja memes, tweets, entre outros. As possibilidades de conexão são imensas. Os influencers podem  criar determinada obra em parceria com a marca e as plataformas (YouTube e Instagram) e monetizá-las com a sua comunidade. Por exemplo, uma influenciadora de beleza que lança uma linha de maquiagens em parceria com uma marca de cosméticos e, depois, desenvolve um tutorial exclusivo em NFT com dicas sobre como utilizar o seu produto”, exemplifica ele.

O CEO da Adventures também aponta que outra forma de entrada para as marcas é aliar edições exclusivas ou comemorativas com NFTs. A versão digital de um produto pode ser colocada como um bônus depois da compra.

Rapha Avellar, CEO da Adventures. Foto: Reprodução/LinkedIn

Ele recorda que algumas empresas no exterior já vendem seus produtos físicos com versões em NFTs e o próprio consumidor é quem decide qual delas vai coletar.

Nesse modelo, ressalta Rapha, se as pessoas preferirem o produto físico, a versão digital se tornará um item muito mais escasso, o que pode gerar um aumento de valor.

E mesmo com o boom que os NFts tiveram no ano passado, Rapha ainda acha que o maior crescimento ainda está por vir.

Segundo ele, apesar das NFT terem sido um dos assuntos mais comentados de 2021, como a tecnologia é relativamente nova, ainda não há uma grande movimentação de marcas em estratégias.

Hoje, a utilização dos tokens é menos expressiva, e isso talvez aconteça porque poucas pessoas entendem as infinitas possibilidades que podem ser exploradas com esses tokens.

“Quando as empresas perceberem as chances que as NFTs oferecem e o consumidor se familiarizar com a ideia, vamos observar um boom no mercado e a tendência das NFTs em todo o mundo”, reforça Rapha.

Isso ocorre porque, para ele, além de proporcionarem uma conexão genuína com os consumidores, outra vantagem em relação às NFTs é que elas atraem a atenção de investidores devido às características desses tokens, como propriedade, escassez, possibilidade de ser colecionável, arte digital, relação com plataformas de negociação, autenticidade, desejo, base em blockchain, além de serem vistas como uma reserva de valor de investimento.

“Aqui na Adventures acreditamos que os NFTs trazem inúmeras possibilidades para diversos segmentos, mas para explorar essas tecnologia é fundamental entender o cenário em que o negócio está inserido e de que forma isso vai impactar o público-alvo”, conclui ele.

Tags: blockchain melhores-da-semana nfts tokens-nao-fungiveis adventures