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Mercado de avatares digitais move milhões mirando o universo virtual 3D

Por: Antonio Cervi. 4 de Janeiro de 2022

Se você for um usuário de redes sociais ou criar uma conta pessoal em alguma plataforma, é muito provável que você carregue uma foto de si mesmo ou que de outra forma personalize sua conta.

Agora imagine um avatar 3D que não só se pareça com você, mas que possa ser customizado da maneira que você escolher. Isto pode ser qualquer coisa, desde a roupa que o personagem usa, o corte de cabelo até coisas mais pessoais como tatuagens e qualquer outro detalhe.

Shudu não é uma pessoa, ela é uma personagem e agente digital 3D. Foto: Divulgação

Pense assim. Seu avatar é uma representação de você no mundo virtual, por isso eles são uma parte muito importante da experiência do metaverso. Eles permitem que você se sinta como se pudesse expressar sua identidade no mundo digital.

No entanto, o aspecto chave no que diz respeito aos avatares é a interoperabilidade. Os avatares são um dos elementos mais lógicos de interoperabilidade do metaverso porque eles representam quem você é.

Você compra coisas para seu avatar e pode usá-las e colocá-las em você mesmo. Estes ativos viajam com você, e isso cria uma experiência mais unificada quando se transita entre diferentes mundos virtuais. Seu avatar pode se virar sua carteira.

Imagine ser capaz de substituir Zoom, Microsoft Teams ou qualquer plataforma de videoconferência que você esteja usando e poder se encontrar com seus colegas de trabalho em um metaverso onde todos são representados como um avatar 3D.

Estes avatares também serão capazes de animar o movimento de uma boca quando um usuário fala no microfone, para trazer uma maior expressividade. 

Importantes revistas de moda, como Vogue, Elle, Harper's Bazaar e Glamour, já estamparam suas páginas com a modelo Shudu. Ela promove a Hyundai, ostenta joias Tiffany e possui um número de mais de 200.000 seguidores no Instagram.

A Shudu foi desenvolvida em 2018 pelo designer Cameron-James Wilson, proprietário da The Digitals, uma agência californiana especializada apenas em modelos virtuais. É bastante fácil confundir ela com uma pessoa real se estiver impressa em um catálogo de moda acompanhado de modelos verdadeiras.

"Comecei a agência em 2018, quando quis dar um passo atrás em minha carreira fotográfica e encontrar algo mais criativo". Com a arte 3D, você pode criar tudo o que imaginar, tudo a partir de seu computador de casa", diz Wilson.

O designer não menciona assuntos financeiros, mas suas personagens estão ligadas a empresas como Mercedes-Benz, Coca Cola e Samsung, junto com todas as revistas de moda em que elas foram publicadas.

A avatar brasileira e espanhola Miquela teve seu single de lançamento, Not Mine, em oitavo lugar no Spotify Viral de 2017. Foto: Divulgação

A avatar, Miquela, J-YUNG ??, Daisy, Candy e muitos outros perfis formam um mercado difícil de se identificar, mas que mobiliza milhões de dólares.

Ela e Miquela (a mais conhecida, que conta com 3 milhões de seguidores no Instagram) têm alcançado êxito na Internet ao longo de quatro anos, e hoje seus idealizadores aparecem na vanguarda conforme o setor investe em possibilidades para o metaverso.

Empresas de tecnologia como Meta (antigo Facebook) e Microsoft estão investindo para que a próxima década seja ainda mais uma fusão entre o físico e o digital, com ambientes virtuais acessados através de óculos e outros objetos de realidade aumentada.

Outras empresas estão se apressando para lançar as bases para esta evolução. Por exemplo, o Venture Beat informou que a companhia Ready Player Me, uma empresa que ajuda as pessoas a criar avatares a serem usados para explorar o metaverso, levantou recentemente US$ 13 milhões em capital de risco, com a empresa VC Taavet+Sten liderando o caminho.

O Ready Player Me como objetivo tornar-se "o sistema de avatares padrão para o metaverso".

Para além de todas essas empresas, já há casos de empresas brasileiras investindo na criação dos avatares.

A Satiko surgiu com a ideia de aumentar a interação e comunicação de Sabrina com seus fãs. Foto: Divulgação

A apresentadora Sabrina Sato divulgou recentemente o lançamento da Satiko, sua influenciadora digital dentro do metaverso.

"Foi um trabalho de três meses para definir sua personalidade, sua imagem, como seria, o que representaria", declarou Rodrigo Tavares, presidente da Biobotics. "A celebridade tem que amar seu avatar". Se não, não lançamos".

A Biobotics foi fundada há nove meses e já recebeu uma contribuição de R$ 20 milhões para a criação de avatares.

Tags: avatares | universo-virtual-3d | metaverso-como-funciona