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Concorrentes do Google desativam rastreamento do 'FLoC'

Por: Redação com informações do especialista Altieres Rohr. 22 de Abril de 2021

O FLoC (Federated Learning of Cohorts), lançado em Março pelo Google está enfrentado o contra ataque dos seus concorrentes.

O Api cujo nome traduzido significa mais ou menos “Aprendizagem federada de coortes”, foi desenvolvido para o navegador Google Chrome e surgiu como uma nova alternativa para o tipo de cookie normalmente utilizado pelas empresas de tecnologia, publicidade e marketing na internet.

Diferente de outros cookies, o FLoC analisa o comportamento de navegação do usuário para colocá-lo em um grupo de pessoas com interesses semelhantes. Este é o motivo do pretensioso nome: a fonética do termo em inglês lembra a palavra "flock", que significa "bando", que é como está sendo tratado estes grupos com interesses comuns.

Do modo geral, essa tecnologia permite que os anunciantes mostrem os seus anúncios mais relevantes sem permitir que os profissionais de propaganda consigam identificar o usuário de modo específico.

Confira como funciona a tecnologia do FloC aqui.

O suporte ao FLoC foi adicionado no Chromium, a tecnologia utilizada pelo navegador Chrome, do Google. Por tabela, o recurso chegou aos concorrentes baseados na mesma tecnologia, como Brave, Vivaldi, e até ao Edge, da Microsoft.

Os três navegadores desativaram o suporte ao FLoC em seu código. Os criadores do Brave e do Vivaldi foram além, manifestando publicamente sua oposição à tecnologia.

O Safari da Apple também tem algumas semelhanças tecnológicas com o Chrome. A empresa ainda não se pronunciou sobre a tecnologia, mas ela não está presente no Safari até o momento.

Além dos navegadores, sites da web também podem instruir o navegador a não levar em conta um acesso para calcular o "rótulo" atribuído pelo FLoC.

O DuckDuckGo, um mecanismo de pesquisa concorrente do Google que se promove como uma alternativa focada em privacidade, anunciou que vai deixar em seu site um código que desliga o FLoC na página.

O maior golpe, porém, pode ter vindo do WordPress, um sistema utilizado por muitos sites na web para o gerenciamento de conteúdo. Os responsáveis anunciaram que o WordPress pode incluir por padrão um código que desativa o FLoC, removendo todas essas páginas do cálculo do hábito de navegação.

Ignorando uma parcela considerável da navegação do usuário, o FLoC pode gerar um rótulo que não corresponde de fato aos hábitos de navegação e se tornar ineficaz para o direcionamento de publicidade e conteúdo, o que ameaça o futuro da tecnologia.

A EFF, uma organização sem fins lucrativos dos Estados Unidos que advoga em causas ligadas à privacidade e tecnologia, também publicou um longo artigo criticando a tecnologia. Para a ONG, os usuários não devem ter de escolher entre tecnologias de rastreamento novas e antigas. Em vez disso, usuários devem ter a possibilidade de navegar sem esse rastreamento.

Como não há um meio de determinar no próprio Chrome se o FLoC foi ativado, a entidade criou o site "Am I FLoCed?" (https://amifloced.org/) para realizar essa checagem. No momento, a melhor forma de desativar o teste é trocando de navegador.

Tags: cookies | marketing-na-internet | floc | google