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Projeto recoloca mulheres refugiadas no mercado de trabalho

Por: Redação.. 16 de Novembro de 2021

O Projeto Reinventar, promovido pela Foxtime em parceria com a BRK Ambiental, é uma iniciativa que tem como principal missão auxiliar mulheres imigrantes e/ou em situação de vulnerabilidade a escreverem uma nova história para sua vida no Brasil, por meio da educação e empregabilidade.

Segundo a Acnur - Agência da ONU para refugiados, existem atualmente no mundo, 26 milhões de pessoas refugiadas que precisaram sair de seu país de origem por questões políticas, sociais e também por guerras. Somente no Brasil, há mais de 57 mil refugiados reconhecidos, sendo 44% do sexo feminino. 

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Em 2020, a Foxtime realizou a primeira edição do Reinventar, em Recife, que por intermédio de parceiros metodológicos, como o Instituto Aliança, Senai, Universidade Estadual do Ceará, Rede Brasil e UNHCR, ajudou na formação e capacitação profissional e sócio emocional de 25 mulheres em situação de refúgio e brasileiras em vulnerabilidade social. 

22 refugiadas venezuelanas e três brasileiras participaram do curso, que teve duração de quatro meses (240 horas de formação e mais de 60 horas de mentoria), para atuarem como encanadoras e instaladoras hidráulicas, profissões tradicionalmente masculinas, o que justifica a escolha da formação: o segmento carece de mão de obra feminina qualificada.

Imagine a seguinte situação: Um banheiro feminino de um shopping, está com um problema no encanamento de uma das bacias sanitárias, e precisa ser interditado temporariamente, porque só existem homens para realizar a manutenção. 

Contudo, se há uma encanadora mulher, ela poderá realizar a manutenção, sem que todo o banheiro seja interditado.

Essas alunas receberam todo apoio necessário durante a realização do curso e pós, desde ferramentas de trabalho, acompanhamento sócio emocional e até uma ajuda de custo para se manterem durante todo o período de estudos, que dura quatro meses. 

O projeto busca gerar uma verdadeira mudança na vida dessas mulheres e de suas famílias, que sofreram muito para chegar no Brasil. Muitas delas tiveram uma jornada sofrida: percorreram quilômetros de caminhada, viveram em situação de rua e situação de fome, além de se submeterem à outras situações desumanas e vexatória. 

Mais do que apenas garantir a sobrevivência dessas pessoas, o Reinventar visa recuperar a dignidade e ajudá-las a participar economicamente e socialmente do País em que vivem.

Juliana Ferreira, coordenadora da filial da Foxtime de Recife e responsável pelo projeto, vivencia de perto a transformação e o impacto que o Reinventar causa na vida destas mulheres. 

“O projeto beneficia elas de diversas formas. Hoje, muitas delas tem casa, poder pagar uma escola pro filho, levar para um parque de diversão. Coisas que podem parecer pequenas, mas que para elas fazem muita diferença. Elas chegam até nós depois de passar por inúmeras dificuldades. Então a qualidade de vida melhora muito! Muitas delas sentem falta e saudade da família, mas o projeto ajuda elas a juntar dinheiro para poder ir visitar ou até mesmo trazer essa família. É nítido a mudança nos olhos!”, explica a coordenadora. 

Como resultado da primeira edição, 10 destas mulheres já conquistaram uma vaga de emprego na BRK Ambiental, seis em Recife e quatro em Maceió, e 70% delas estão participando de outros processos seletivos e/ou aguardando contratação. 

“Surgindo novas vagas, eu sempre vejo as meninas que estão disponíveis e ofereço novas propostas”, afirma Juliana.

“Essa oportunidade reacende outros sonhos que elas tinham. Quando você passa por uma situação complicado no pais q nasceu e precisa sair de lá as pressas, o seu mundo cai, mas quando surge uma oportunidade dessa, é como se fosse uma luz no fim do túnel, que vai reacendendo essa energia.”, completou Maressa Bernardo, coordenadora estratégica de Marketing.

O projeto virou um case de boas práticas empresariais na plataforma Empresas com Refugiados, iniciativa da Acnur e da Global Compact Network Brasil e a sua segunda edição já está em andamento. 

A nova edição se iniciou no dia 23 de agosto e finalizará no dia 26 de novembro, auxiliando na formação de mais 25 mulheres, entre venezuelanas, afrodescendentes, indígenas, e brasileiras, promovendo uma mão de obra qualificada e a geração de novos empregos.

Para Maressa, um dos principais objetivos do projeto é trazer essa questão da sensibilização paras empresas, o quão importante é para uma instituição estar engajada na causa. 

“Somos signatários do pacto global da ONU, que incentiva as empresas a realizar este tipo de projeto, queremos que outras empresas vejam quais os benefícios de ter um refugiado, de fazer parte de uma ação como essas, de ajudar o próximo.” 

Para as próximas edições, a Foxtime já enxerga oportunidades em novas áreas. “Queríamos muito fazer uma edição voltada pra área de gastronomia e hotelaria, pois acho que teríamos muito espaço para crescer. O Nordeste é muito rico no turismo e o tema refugiados tem ganhado cada vez mais espaço. Quero ajudar esse público.”, finalizou Juliana Ferreira.

 Fotos: Divulgação.

Tags: responsabilidade-social | eu-apoio | vulnerabilidade-social | mulheres-refugiadas