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ESG – uma sigla para o Live

Por: Wilson Ferreira Junior.. 10 de Junho de 2021

Se é verdade que o marketing clássico é análogo ao convite para o crush sair contigo e o branding é o motivo pelo qual ele aceita, o live marketing é o namoro em si. A hora da experiência. 

Quente, ao vivo e sensorial. Mesmo que atualmente mais pela telinha do que presencialmente. 

Todo mundo quer experiências. E a medida em que a pandemia foi nos deixando a avidez das pessoas por elas vai explodir. 

Isso falando na esfera das pessoas físicas. Que no fim do dia dita as atitudes das marcas, produtos e serviços que as cortejam. 

Por isso é preciso pensar nas marcas quase como pessoas. Entender seus valores, suas fraquezas, fortalezas. Suas promessas e a distância delas da realidade. 

Esses são os fatores que definirão se os crushes (stakeholders) aceitaram os convites e se vai sair namoro, casamento ou ao menos uma ficada. 

Hoje, de cada 10 empresas de porte, 11 estão mobilizadas, pondo em prática e divulgando seus projetos ligados ao ESG (Environmental, Social and Governance). 

Porque elas entenderam que as pessoas agora exigem que as companhias das quais elas compram produtos – ou ações – trabalhem com responsabilidade e respeito ao planeta e às pessoas. E organizem-se de forma justa, honesta e inclusiva.

Isso já é realidade aqui no bananal e cada vez mais sério no exterior, Europa principalmente. 

E vejo uma avenida larga e extensa para a atuação do live marketing ligado a essa temática. 

Porque logicamente há espaço para estratégias de mídia tradicional (a semana do meio ambiente, que estamos vivendo, mostrou isso). 

Mas quer maneira mais eficaz de mostrar os programas ambientais e sociais de uma companhia que um belo evento (público ou segmentado, físico ou digital)? Uma ativação original? 

Um programa de incentivo ligado a metas que transcendam números de vendas e incluam parâmetros de redução de emissões, ou ações inclusivas? 

Tenho certeza que as linhas acima geraram ideias nas cabeças dos criativos. 

A boa notícia é que os clientes estão dispostos a ouvi-las. E como podem nascer de atitudes proativas, e não apenas a partir de briefings, há chance de se emplacar lindos projetos sem aquelas concorrências estapafúrdias de nosso setor, que colocam 3, 4, 5 agências apresentando projetos completos - não remunerados -para a escolha de apenas um (taí um comportamento bem insustentável, aliás. 

Será que um cliente que faz isso, claramente precarizando a cadeia de valor e desrespeitando o trabalho e investimento de agências de live mkt, pode se dizer “sustentável”? Fecha parênteses). 

As companhias sérias estão focadas em comunicar seu grau de aderência aos princípios ESG. E não há maneira melhor que gerar experiências memoráveis para os públicos desejados por elas. 

No melhor estilo do live marketing contemporâneo, que se utiliza da riqueza da experiência real e a amplifica pelos meios digitais, reproduzindo o casamento mais eficaz da comunicação. 

No meio corporativo internacional formou-se consenso sobre os reais perigos representados pelo aquecimento global, a poluição das águas, o desrespeito às minorias, as crescentes desigualdades causadas pela concentração – regional e pessoal – de renda. 

Entendeu-se que não se pode deixar isso a cargo apenas de governos. É preciso cobrar dos poderes constituídos e também desenvolver programas nas próprias companhias. 

Tudo indica que não se trata de uma onda. É algo que veio para ficar – que bom. 

Pode ser melhor ainda se além de proporcionar melhores condições de vida na Terra, gerar bons negócios para todos nós. 

Mãos – cérebros e corações – à obra! 

 

Wilson Ferreira Junior

É jornalista, empresário e entusiasta da ação de empresas e sociedade civil em prol da natureza e das pessoas.

Tags: live-marketing | esg | artigo | sustentabilidade