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Setor de eventos realiza a maior movimentação conjunta de todos os tempos

Por: Redação. 14 de Setembro de 2020

O setor de eventos realizou a maior movimentação em conjunto de todos os tempos no domingo (13), em São Paulo.

Com uma organização exemplar, um grupo de mais de 2.500 profissionais, agências e empresas ligadas à indústria de eventos se concentrou ao redor do Monumento “Empurra”, em frente ao Parque do Ibirapuera, em São Paulo, para a Passeata Geral pelo Retorno do Setor de Eventos

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O movimento tem como objetivo enfatizar a importância do setor para a economia e fazer reivindicações, consideradas urgentes para sobrevivência das categorias, como a criação de um programa municipal de retomada, a criação de uma linha de crédito voltada para o setor e uma renda mínima aos profissionais até o fim da decretação do estado de calamidade, a exemplo do PL 735.

Salvador

Além do movimento em prol da retomada do setor de eventos em São Paulo, a Capital baiana também foi palco de uma passeata dos profissionais.

Cerca de 150 trabalhadores de eventos de diversos segmentos fizeram uma passeata na manhã de domingo (13) entre os bairros de Ondina e Barra, em Salvador.

O ato começou por volta das 8h e foi encerrado às 10h. O grupo de manifestantes saiu da região do Clube Espanhol em caminhada até o Farol da Barra. Eles carregavam faixas e cartazes.

Grupo fez passeata na manhã de domingo (13), em Salvador (Foto: Equipe Rapox).

De acordo com os organizadores do evento, a pandemia e o isolamento social fez com que muitos destes profissionais não tivessem outra fonte de renda.

Os manifestantes informaram que mais de 400 eventos foram transferidos para 2021 e 2022 e muitos outros foram cancelados e continuam sem data prevista para realização.

Segundo os manifestantes, o objetivo do movimento foi chamar a atenção sobre a importância do setor para a economia e fazer reivindicações consideradas urgentes para sobrevivência das categorias. 

A ideia foi incitar as autoridades para a concepção de um programa municipal e estadual para a retomada dos eventos, a criação de uma linha de crédito voltada para o setor e a garantia de uma renda mínima aos profissionais até o fim da pandemia.

Lider do movimento em SP, Felipe "Floripa" Guedes explica os objetivos

“Somos produtores, promotores, recepcionistas, carregadores, faxineiros, seguranças, brigadistas, enfermeiros, médicos, motoristas de ambulância, motoristas de transportes, cenógrafos, cenotécnicos, técnicos, animadores, decoradores de eventos, paisagistas, empresas de mobiliário, fotógrafos, cinegrafistas, produtoras de filmes, gráficas, artistas, bufês, garçons, cumins, copeiros, cozinheiros e chefs de cozinha, mestres de cerimônia, redatores, diretores de arte, planners, atendimentos, assessores de casamento, cataqueiros, manobristas, entre outros, ou seja, profissionais que se dedicam, dia a dia, para proporcionar engajamento com marcas, lançamentos de produtos, eventos e experiências ao público. Durante toda a história, nos dedicamos a fazer acontecer sem holofotes, mas a história mudou.”, afirma o produtor-executivo Felipe Floripa Guedes.

Formando “alas/setores” que representaram todos os  serviços e profissões que envolvem os eventos, os profissionais  montaram um “desfile” por toda a extensão do trajeto, desde a saída lateral da Alesp – Assembleia Legislativa de São Paulo - contornando o Monumento “Empurra”, seguindo até o retorno que antecede o Obelisco terminando  o percurso em frente a Alesp. 

As alas foram sinalizadas por cordas, faixas e cartazes que ilustram o momento dos profissionais. O distanciamento foi respeitado com fitas coloridas nas mãos de cada participante, esticadas com 1,5m de distância, todos usando máscaras

“Acima de tudo, queremos nos mobilizar de maneira única e unida, respeitando todos os protocolos e orientações da OMS. Organizamos a passeata reivindicando acesso aos créditos do governo, apoio e crédito aos freelancers. A ideia é reforçar os pleitos já manifestados pela “Passeata Com Cases”, manifesto dos profissionais em espetáculos de São Paulo e outros movimentos que foram realizados entre o dia 02 de agosto e 1º de setembro de 2020.”, reforçam integrantes do movimento.

Somente a indústria de eventos impacta mais de 50 setores da economia e movimenta, anualmente no país, mais de R$ 930 bilhões, o que representa quase 13% do PIB - índice maior que o das indústrias automobilística, farmacêutica e a petrolífera -, com a geração de 25 milhões de empregos diretos e indiretos.

O Brasil organiza e recebe cerca de 590 mil eventos anuais. Com a necessidade do isolamento, 98% dos eventos foram cancelados no Brasil e de acordo com a Associação Brasileira de Eventos (Abrafesta), o setor teve queda de mais de 90% nos serviços.

“Expor as estatísticas não promove a retomada. Precisamos voltar a exercer nossas funções, com segurança.”, enfatiza Felipe Floripa Guedes.

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