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Peripécias e travessuras (A) live

Por: Luiz Fernando Coelho. 3 de Março de 2021

Quem já não ouviu a famosa frase “Quem sabe faz ao vivo”? Pois é.

Eu tenho para mim, que uma live é um programa de televisão, feito por amadores, e, via de regra, é mal feito e muito chato.

Por isso, preciso dar razão ao nosso filósofo da comunicação, Fausto Silva, que se não me engano, cunhou esta frase.

Faz cerca de um ano, que estamos nós, reles mortais, reféns de aplicativos de reuniões virtuais, que passaram a reger nosso dia a dia.

Se quisermos nos conectar com o mundo, precisamos entender como fazer encontros virtuais, lives, sem causar transtornos para si ou para seus interlocutores.

Estes aplicativos, que proporcionam as salas de reunião, fizeram do Skype, algo jurássico.

Zom, Tems, Google Meet e tantos outros, resolvem hoje as necessidades de comunicação entre pessoas, parceiros, empresas.

Maravilha!!!

Mas atenção!

Cuidado!

Eles estão te vendo e ouvindo do outro lado. Mesmo que você não os esteja vendo ou ouvindo.

Se você não souber lidar com isso, melhor aprender, antes de começar.

Eu, fui direto. E deu nisso.

1. Live às 8 horas da manhã. Um baita risco.

Não adianta escovar os dentes, não pentear o cabelo e lavar a cara. O mané do outro lado vai perceber e logo logo, perguntar: Você estava dormindo?

2. Após o almoço, escove os dentes, mesmo que não tenha esse hábito. Muito ruim fazer uma live com um dente verde e outro marrom. Escova e sorria largamente para o espelho, antes de entrar.

3. Cuidado com a lenda de que você pode participar destes eventos, vestido somente da cintura para cima. Em uma dessas, levantei da cadeira para pegar um objeto para mostrar. Uma gargalhada só. Para os que viram. Minha cueca.

4. Em boca fechada não entra mosquito! Que verdade verdadeira.

Uma releitura.

Em microfone fechado não sai marimbondo.

Já escutei, alguém, antes de uma dessas vídeo calls, se referir a um outro participante, achando que ele ainda não tinha entrado por conta do mosaico não o apresentar na janelinha. Uau! Barraco on-line.

5. Antes de compartilhar sua tela, certifique-se daquilo que será apresentado. Depois que for para o ar algo constrangedor para você, será difícil desfazer.

Quantas histórias de situações engraçadíssimas de compartilhamento de imagens, vamos dizer, sem noção.

6. Não subestime o seu microfone. Ele nunca está no seu ouvido, e capta e transmite muito mais do que você imagina. Que situação. Cliente na linha, alguém te grita uma pergunta e você responde de volta, tirando os fones do ouvido, como se isso fizesse alguma diferença “A porra do papel higiênico está no cesto ao lado da privada”. E todo mundo da live percebe que, além de você, alguém estava, também, fazendo merda.

7. Não se atrase. O trânsito não é mais uma desculpa aceitável.

8. Atenção ao que está atrás de você.

Fazer uma live com um cenário de roupas no secador (calcinhas, sutiãs, e outros objetos) não é uma boa escolha.

9. Da mesma forma que fazer de dentro da piscina, fumando um charuto. Alguém vai se incomodar.

10. Nada de comer ou beber quando estiver interagindo com alguém. Lembre-se que não adianta ser educado e oferecer.

É meus amigos, engasgar com um grão de arroz, mostrar a cor da roupa de baixo ou transformar uma conversa num bate-boca interminável, mais do que nunca, nestes tempos bicudos, é muito rápido.

Assim, peço licença ao nosso grande filósofo Silva, para trazer para os tempos atuais sua frase tão desafiadora: Quem sabe fica vivo!

Mantenham-se (a)live!

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