Este canal é patrocinado por
Este canal é patrocinado por

O que organizadores de feiras de negócios NÃO devem fazer (parte 2)

Por: Paulo Octavio Almeida - P.O. 30 de Maio de 2021

A minha discussão é sobre relevância. Se não for relevante, o participante não irá ao evento. Não importa se o evento será presencial, virtual ou híbrido. Sem relevância nada feito

Mas tem que ser de graça ou pago?

Minha provocação é a seguinte: Hoje existem empresas totalmente baseadas no formato “gratuito” (pense no Google) ou “subsidiado” (pense na Netflix). Ok. Ambas são empresas de mídia/conteúdo e não organizadores de feiras. 

Mas vamos pensar nos modelos de negócios existentes hoje no setor de live marketing:

- Eventos corporativos: Tem sempre um patrocinador master que controla todos os atributos e benefícios do evento. Todos os participantes são convidados e não pagam nada, o interesse maior é da empresa “patrocinadora” e tanto faz o formato do evento. Não muda nada!

- Eventos do entretenimento: Possui relevância artística e pode ter múltiplos patrocinadores. Os atributos e benefícios são exclusivamente gerenciados pelos promotores do evento. Existem convidados gratuitos, mas a maioria paga ingressos. Sempre foi majoritariamente presencial e agora poderá oferecer formatos virtuais de acesso. Em forte evolução!

- Eventos com foco em conteúdo (congressos): Possui relevância para comunidades específicas. Maioria paga para participar. Atributos e benefícios são gerenciados pelos detentores do conteúdo, não necessariamente os organizadores. Modelo em disrupção!

- Eventos com foco em negócios (feiras):  Possui relevância para comunidades específicas e a totalidade dos visitantes não paga para acessar o evento. Atributos e benefícios são gerenciados pelos expositores na maioria dos casos. Sempre foi majoritariamente presencial e agora está com dificuldades em aceitar o formato híbrido. Modelo em disrupção!

Ou seja, os modelos variam e existem tanto “Googles” como “Netflixes” inspirando os modelos de negócio do setor de live marketing. Mas eventos corporativos, entretenimento e congressos possuem a relevância sendo julgada pelos visitantes finais. Se não for bom ou relevante, as pessoas não irão pagar para participar ou acessar o evento quando convidadas. 

Já em relação às feiras de negócios, este julgamento de relevância é feito pelos expositores que, na verdade, são eles que pagam as contas e viabilizam as feiras. 

Durante a pandemia, as empresas expositoras experimentaram diversos formatos digitais, virtuais e on-line. Sim, ninguém ficou parado! Alguns calcularam o ROI e identificaram resultados. Ficando a questão em aberto: Feiras de negócios deveriam ser gratuitas?

Se a relevância é o nome do jogo, e existem modelos de negócio no setor que cobram pelo acesso, por que as pessoas não pagariam para acessar uma feira que fosse relevante?

Esta é na minha opinião a 2ª parte que os organizadores de feiras NÃO deveriam fazer mais.

Se na 1ª parte eu mencionei que eles não deveriam deixar de “falar” com os visitantes com frequência, evitando se comunicar somente em intervalos de 1 ano (quando acontecem os eventos presenciais), nesta 2ª parte menciono que estes mesmos organizadores deveriam pensar se vale a pena continuar oferecendo o seu produto em forma gratuita para os visitantes.

Todas as empresas do setor são como o “Googles” e podem se dar ao luxo de ter receitas só com os expositores (anunciantes no caso do Google de verdade)? Ou chegou o momento de ser um pouco “Netflix' e pensar que se for realmente relevante vale a pena cobrar algo?

Fica a questão: E para deixar claro #eventospresenciaisforever #colaboraçãoéanossapraia #futuroéhíbrido #somosgregários. 

Afinal, o live marketing não é para os fracos!

 Foto: Reprodução.

Tags: artigo | live-marketing | Paulo-Octavio-Almeida | feiras-de-negocios