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O Oscar e o storytelling

Por: Paulo Octavio Pereira de Almeida - PO. 26 de Abril de 2021

Eventos são encontros de comunidades. Serão híbridos com certeza. 

Este “hibridismo” vai oferecer possibilidades de expansão das audiências e não será um substituto aos eventos presenciais. Será um complemento tecnológico muito útil.

Se você já assistiu a alguma apresentação do prêmio Oscar do cinema, entende o que significa um evento híbrido. Algumas pessoas ao vivo, muita tecnologia por trás e uma audiência virtual enorme. Híbrido na veia! Mas não começou assim. 

Era uma premiação super exclusiva no começo (hoje já estão perto de comemorar um século fazendo este evento) tipo, só convidados VIP. Quem tinha sido indicado mais um acompanhante e ótima comida e bebida. 

Com o advento da TV ao vivo, se transformou em um evento de alcance e relevância mundial. Mas tem um formato restrito e repetitivo (apesar do hibridismo super atual). 

A ação é pensada em formato linear e leva muito em consideração os tempos & movimentos de uma entrega de prêmios.  Quem já organizou uma entrega de prêmios sabe que não é fácil. 

Tem a tendência de ser chato e enfadonho para quem não é indicado(a) a algum prêmio. Ter um roteiro ou dinâmica que envolva toda a audiência em um formato não chato é o grande desafio de um evento assim. 

A academia de cinema tomar a decisão de contratar um diretor de cinema para, pela 1ª vez, dirigir o evento, pode parecer uma obviedade, mas não é. 

O papel coube ao renomado diretor Steven Soderbergh, que já esteve sentado no auditório ansioso para saber se iria ganhar algo (foi indicado em 1989 por “Sexo, Mentiras e Video Tapes” - não ganhou). Já subiu ao palco para receber o seu prêmio (em 2001 por “Traffic”) e finalmente foi encarregado de dirigir e produzir a cerimônia toda em 2021. 

Um diretor de cinema é um storyteller por excelência, e, isso demonstra um pouco os desafios que o setor de eventos ao vivo vem sofrendo nos dias de hoje. No período pós pandemia a relevância será a regra do jogo para eventos em qualquer setor. 

Alguns eventos vão desaparecer após a pandemia. Não eram relevantes. Outros vão surgir com força. Ficaram ainda mais relevantes. 

Eventos presenciais serão híbridos, tecnicamente falando, mas precisam de relevância de qualquer jeito. Tipo entrega de Oscar. 

Como assim só em 2021 colocaram um diretor de cinema para dirigir um evento com tema em cinema? Pois é... Mesma coisa para os nossos eventos “mundanos” corporativos ou entretenimento. 

Será que não estamos com os olhares e processos “viciados” no “sempre foi feito assim”? Não estaria na hora de buscarmos sermos mais “storytellers” para envolver as nossas audiências? Será que estamos sendo considerados “chatos e enfadonhos” pelas nossas audiências, convidados e visitantes? 

Meu ponto não é que devemos contratar diretores de cinema para os nossos eventos híbridos (se bem que profissionais com a linguagem de Vídeo/TV/Cinema estão se aproximando bastante do setor). Meu ponto é que devemos entender a fundo as expetativas e anseios dos participantes dos nossos eventos.

O evento não é “para nós” (organizadores). É para eles (audiência).

O briefing do presidente da Academia de cinema (cliente) para o Soderbergh (organizador) foi “envolva a audiência com o cinema. Faça eles se sentirem dentro dos filmes”. Conseguiu? 

E para deixar bem claro...

Somos Gregários, #eventospresenciaisforever, #colaboraçãoéanossapraia

Afinal o live marketing não é para os fracos!

Foto: Reprodução. 

Tags: Oscar | eventos-digitais | eventos-hibridos | eventos-presenciais