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Eventos-teste devem ser realizados em Curitiba

Por: Redação. 26 de Setembro de 2020

Representantes da Associação Brasileira dos Promotores de Eventos – Abrape, Mac Lovio Solek, vice-presidente da Região Sul; Associação Brasileira de Empresas de Eventos – Abeoc-PR, Fábio Skraba; Passeata Técnica CWB, Fabiano Wolochyn e Sandriane Fantinato foram recebidos na última sexta (18/09) na secretaria do governo na Prefeitura de Curitiba pelo secretário de Governo, Luiz Fernando Jamur; pela superintendente-executiva da Secretaria Municipal de Saúde, Beatriz Battistella Nadas; pelo vereador Pier Petruzziello; pela presidente do Instituto Municipal de Turismo, Tatiana Turra; e pela presidente da Fundação Cultural de Curitiba, Ana Claudia de Castro,  para discutir a retomada urgente do setor de eventos na cidade. 

Durante a reunião, foi discutido a defesa de paliativos claros para que a subsistência do setor seja garantida até que os eventos possam retornar de forma ampla, como o auxílio emergencial e Lei Aldir Blanc; os editais de linha de crédito voltada para o setor que necessitam ter uma divulgação ampla para atender todas as categorias, pois existe uma grande variedade e quantidade de profissionais inseridos nesse segmento. 

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Leia também: Profissionais do setor de eventos pedem socorro em Curitiba.

‘’Os recursos federais e municipais são muito importantes nesse momento, para ajudar as empresas, principalmente, a garantir empregos aos colaboradores, como também ajudar aos profissionais de eventos e músicos, mas, infelizmente, poucas pessoas se beneficiaram de recursos anunciados que dificilmente chegam na ponta. Nesse momento, se os governos nos deixassem trabalhar, empresas e profissionais, poderíamos de forma mais direta e efetiva minimizar um pouco a crise do setor que está em frangalhos.”, fala Mac Lovio Solek, vice- presidente da Abrape na Região Sul.

Teatro Guaíra (Foto: Maringas Maciel).

Também foi apresentado pela Abrape, um protocolo com as sugestões para a realização dos mais diversos tipos de eventos e de forma responsável e segura. 

Na conversa, foi abordado também o descaso de uma parte da população no consumo de serviços e produtos em alguns ramos de atividades, onde não são tomados os cuidados devidos pelos empresários, pelos consumidores e também não são fiscalizados de forma adequada pelos governos, o que colabora para esse retorno dos eventos ser ainda mais moroso. 

“Cada vez mais somos jogados para longe do nosso retorno. A desculpa são índices ruins impulsionados pelo descaso de órgãos públicos, empresários e consumidores irresponsáveis.”, comenta Mac.

Assim como está acontecendo em algumas cidades, foi colocado em pauta ao final da reunião a realização de dois eventos-teste  na Capital paranaense, com protocolos específicos, que devem ser realizados a partir da segunda quinzena do mês de outubro, que serão validados pelos gestores das secretarias que tratam diretamente do tema. 

A ideia é que um deles seja uma feira de negócios, e o outro será um show musical, pioneiro no Brasil."A partir da próxima semana afinaremos isso, lembrando que a excelência do modelo vai primar pela saúde e integridade dos participantes e profissionais envolvidos na realização, com o objetivo de vislumbrar como seria uma possível retomada do setor diante de protocolos, normas, muito controle e seriedade.", finaliza Mac Lovio Solek. 

Ópera de Arame (Foto: Lening Abdala).

Os números do impacto da pandemia no mercado nacional de shows

Com a recomendação de distanciamento social para combater a disseminação do novo Coronavírus, o setor de eventos tem enfrentado estagnação, que pode trazer o pior ano em duas décadas. 

Empresários e representantes do setor ainda não conseguem estimar o prejuízo causado pela crise, mas o primeiro semestre foi morto.

Levantamento indica que, desde o início da pandemia, todos os eventos no país foram cancelados neste ano, com prejuízo. 

Ninguém duvida que a epidemia de Coronavírus já causou prejuízos gigantescos nos shows e eventos no Brasil. Agora, seis meses depois do início das medidas de distanciamento social no país, surgem os dados concretos deste impacto. E eles são impressionantes.

Um censo realizado pela Abrape (Associação Brasileira de Promotores de Eventos), mostra que mais de 90% dos eventos previstos para ocorrer este ano foram cancelados, adiados ou estão em situação incerta. 

Outro dado assustador, também divulgado pela entidade, que reúne entre seus associados cerca de 60% do PIB de eventos do país, é o de que até o fim de abril, segundo o estudo, os cancelamentos e adiamentos de eventos fizeram com que mais de 240 mil pessoas perdessem os empregos. A tendência é que esse número possa chegar, em outubro, a 840 mil.

Outro dado relevante que a pesquisa apontou é que 92% das empresas associadas já relataram prejuízos que, juntos, somam R$ 290 milho?es. 

Teatro Positivo (Foto: Maringas Maciel).

A entidade estima ainda que esse número possa chegar à casa dos bilho?es se somada toda a cadeia produtiva do setor de eventos, que envolve em torno de 60 mil empresas. 

O prejuízo frustrou as boas expectativas desse mercado para 2020, que estimava um aumento de receitas em shows e eventos de 6,15% em relação ao ano passado. Até outubro mais de 450 mil eventos deixarão de acontecer.

Expectativa 2020 (aumento da receita em shows)
+ 6,15% em relação a 2019.

Realidade
+ de 90% dos eventos previstos foram cancelados, adiados ou situação incerta.
+ de 450 mil eventos deixarão de acontecer até outubro. 

Estimativa desemprego no setor
Abril: 240 mil pessoas. 
Agosto: 563 mil pessoas.
Outubro: 841 mil pessoas.

 

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