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2021. O ano em que o digital mudou para sempre o setor de eventos

Por: Antonio Cervi. 1 de Janeiro de 2022

A pandemia da Covid-19 teve ao menos um ponto positivo, pois os profissionais de Live Marketing tiveram que se adaptar àquela situação de modo ágil e criativo. Apesar de em um primeiro momento não haver uma saída à vista, a aposta das agências que entraram no digital se mostrou certeira.

As convenções e os eventos aconteceram virtualmente e todo o setor ganhou com isso. Não há mais dúvidas de que o setor de eventos mudou para sempre, com o digital e os canais digitais se mostrando excelentes ferramentas.

Na opinião de Ricardo Queiroz, Head de Inovação da Campus Party Brasil, a pandemia literalmente diferenciou o século XXI do século XX. O evento lançou, na edição digital Latam que aconteceu em junho, uma plataforma chamada Campusverso, que permitia uma interação entre o ambiente físico e o ambiente digital onde o público pôde interagir, aprender e consumir conteúdo apresentado nos palcos.

Ricardo Queiroz, Head de Inovação da Campus Party. Foto: Promoview

“As empresas foram obrigadas a passar pelo processo de transformação digital e logo elas passaram a ser híbridas né? Elas entenderam e hoje a gente aceita muito mais o modelo de trabalho remoto do que antigamente, porque a gente viu que funciona. Acho que isso foi um despertar para tudo. Que a gente não precisa mais estar no mesmo lugar para as coisas acontecerem. Então sim, eu acho que o evento híbrido vem pra ficar. 

Temporada de shows do P12 em floripa terá shows híbridos. Imagem: Divulgação/P12

Nada mais é físico e nada mais é digital né?”, afirma Ricardo.

O mercado musical também está se modificando com esta transformação. O movimento foi percebido lá fora quando, em Agosto, a Live Nation Entertainment fechou com a plataforma de transmissão ao vivo Veeps um acordo para equipar mais de 60 salas de concerto nos EUA com tecnologia streaming para transmissão via internet.

Algo semelhante ocorre agora no verão brasileiro. O P12, casa de shows localizada em Jurerê internacional na ilha de Florianópolis, abriu a venda de ingressos para quem quiser acompanhar ao vivo, por streaming, as atrações desta temporada. A estreia do P12.live foi neste final de semana com o grupo Barões da Pisadinha e vai até o carnaval, dia 1º de março, com atrações nacionais e internacionais. 

Os shows serão transmitidos ao vivo e não ficarão salvos na plataforma. Os valores dos ingressos estão à venda no próprio site P12.live e os preços variam para cada evento. O show de Barões da Pisadinha, que abriu a temporada, foi posto à venda por R$ 180 e de Dubdogz, marcado para a noite de Pré-Réveillon (30/12), por R$ 250.

Orlando Sgarbi como Megafone de Ouro conquistado no Prêmio Live. Foto: Foto Grafias / Promoview

Orlando Sgarbi, diretor de negócios da Apple Produções, transita nestes dois segmentos que, à princípio, são distintos. Ao mesmo tempo o Orlandinho fecha contratos para convenções corporativas como o Pós-Vendas, a Escuderia 2021 da Renault e shows musicais como o Live Cachaça Cabaré.  

Ele também reconhece que os eventos on-line e híbridos são uma tendência que veio para ficar. 

"A gente continua fazendo muitas lives, a gente vem fazendo muito evento híbrido onde existe pouco público e muita gente participando via streaming, assistindo o evento via streaming. Tenho propostas na rua de eventos cem por cento on-line até julho do ano que vem", declarou.

Ele também reforça que, no caso de empresas que perceberam que o ROI do evento delas se torna melhor sendo totalmente digital, isso será mantido. Por outro lado, ele pensa que, neste momento, o que os clientes realmente querem é juntar as pessoas. 

"Obviamente que a gente está num momento de festa de final de ano e existe essa ânsia de as pessoas se encontrarem novamente. 

Os eventos de entretenimento, de Réveillon, não os públicos, mas os eventos de Réveillon os particulares que têm um esquema de covid diferenciado, vão acontecer. 

A gente está com três réveillon neste ano todos fechados, nenhum aberto ao público, todos com vendas de ingresso, de convite e todos seguem normas rigorosas, tanto de comprovante de vacinação, quanto de testes e todo protocolo que o Covid fez a gente desenvolver nesse período.", completa Orlando.

Ricardo Gomes

Para Ricardo Gomes, CEO da Control-e, este tipo de ação será uma ferramenta de marketing ainda mais eficaz e vai fornecer um ROI diferenciado, pois vai proporcionar o cruzamento de dados e percepções pelo público dos dois ambientes. 

Mas será preciso aprender como medir para entender a eficácia e ajustar a estratégia para novos eventos. E vai além, afirmando que o desafio será equilibrar a experiência de quem vai estar presente com quem vai assistir pela tela.

“Embora o marketing digital moderno ofereça uma infinidade de maneiras de se conectar com os compradores em canais e plataformas, os eventos permitem que você se envolva com seus clientes em potencial face a face (ou tela a tela), em interações de alta qualidade.", destaca Ricardo.

Além disso, o hibridismo vai para além de venues ou estúdios e deverá ser utilizado nas ações de rua ou em eventos ao ar livre. 

Em uma pesquisa publicada aqui mesmo no Promoview, os participantes relataram que eventos têm a capacidade para gerar leads qualificados em um volume maior quando do que outros métodos de marketing digital que podem atingir milhares de compradores-alvo com uma única campanha, muitas vezes menos cara.

“Seja em uma convenção de vendas ou destacando as características de seu produto ou serviço em uma feira, os eventos são uma forma valiosa de personalizar seu negócio e estabelecer uma presença forte com seu público-alvo. O novo modelo promete trazer novas oportunidades para networking e experiências incríveis.”, conclui Ricardo Gomes.

Tags: setor-de-eventos | eventos-hibridos