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Um briefing perdido

Por: 0 6 de Janeiro de 2013

Publicado originalmente em 11/12/12. Estamos terminando mais um ano – falta pouco - e depois de tantas mensagens duras e negativas, boas e duvidosas, toques e reclamações, achei que hoje caberia um texto mais bonito, mais leve. Um texto que falasse de forma metafórica de nossos problemas, na verdade de um problema/solução, o briefing. E assim me veio o texto que aqui coloco como homenagem às agências e suas áreas, valorizando a Criação, a ideia, sem desprezar ninguém, mas como forma de mostrar que, quando tudo mais faltar, será a ideia que nos levará a novos caminhos, soluções e sucesso. Sucesso que, desde já, desejo a todos que me leram, conheceram, viveram e trabalharam comigo durante este ano. Vamos lá: ... E foi aí que o briefing entrou pela porta da agência e se sentiu embaraçado. A recepção acionista, que o recebeu, o confundiu mais ainda, quando, ao invés de dizer bem-vindo!, disse, bem-vinda! E, por não saber qual caminho, nem conceito, devia seguir, tentou ver-se fora da caixa e qual o melhor ideal seguir. Quis seguir o sentimento, pois o feeling o conduzia. Viu na porta um 'atende' escrito e ali, no nome, algo o seduzia. Entrou, comercial, pra falar coisas esguias, que, mesmo consertadas, ainda não o atendiam. Dizia, falava e o ouviam, mas entender não entendiam, porque as palavras que tinha não falavam, de fato, o que queria. Mudaram de porta, em grupo, num caminho de ação. Na outra porta estava escrito talvez sua melhor sensação, pois prenunciava, no nome, algo de solução. Lia-se na porta que ali, naquela sala se operava ação. Mas o que isso significava? Isso ele não sabia não. Já dentro da sala explicaram: aqui se produz a ação. Mas qual? Se perguntava, mais aflito, o briefing perdido. Se não a conheço, não a tenho. E se a tenho, não a explico. Sabia que ali ele se integrava, por isso ele não entendia o conflito. Então, propuseram um café, que sempre ameniza a tensão e foi, ao passar por aquela porta que, de viés lhe veio à visão. Ela se insinuava, forte como visão. Um grito e a parada: Gente, o que mora aí dentro dessa porta esquisita, donde sai um pensamento que me chama e me convida?!!!!! Mora ai, lhes disseram, todo mal e a alegria, o que é ora sorte, ora morte ou fantasia. Ali, a coisa começa, nasce, principia. As vezes, até toma forma, mas vá aturar essa cria. São loucos de toda sorte, advogados, consortes, padres, gays, alquimistas. Diabos, mágicos, bofes, mendigos, professores, analistas. Prepotentes, semideuses e poetas do dia a dia, ora nos trazem problemas, ora ideias vazias. Ora nos fazem sorrir, ora é só agonia. Dos cálculos não entendem, os textos não nos atendem. Crianças, quem sabe, eu diria. Toda agência desconfia! Entre cético e encantado, o briefing não se fez rogado e pelo porta avançou... Entrou num reino encantado de fadas, brinquedos animados, magos, duendes e Macs. Onde figuras desconcertadas, pensavam e pesquisavam olhando e lendo papeis. Ali pareciam brincar, num arco-íris de um dia, quando a chuva, ao cessar, pinta o sol de alegria. Mas era sério o que faziam, de lá saíam pôneis malditos, árvores de Natal gigantes, flash mobs delirantes, marcas de todo tipo, que de lá saíam maiores em busca de gente. E era gente o que queriam, eram pessoas que buscavam, transformando fantasia em eventos, ativações, cases desenhados. Ele brincou de roda com eles, deu pulinhos e então se sentiu criança. Contou seus sonhos sem medos com palavras de esperança. E viu no brilho dos olhares que entendiam sua emoção, que por trás de todos os falares viam seu coração. Não sabia direito o que queria, mas sabia o que encontrara. Encontrara emoção! De lá saiu satisfeito, outro, um briefing realizado, já feito. Para outros se mostrou satisfeito e disse que aqueles seres sabiam que só eles poderiam transformar agora seus sonhos numa real fantasia. Ao sair, virou pro lado, e já meio acostumado com essa magia de então, com os olhos marejados, proferiu em oração. “Vou, mas deixo o legado, saio daqui transformado por quem cria a ação. Agora entendo a frase que minhas manhãs abre nos devaneios de Morfeu. Entre as nuvens que se abrem, pelo sim e pelo não, tudo o que nos move começa às vezes pouco nobre num: Bom dia, Criação!* Bom dia Atendimento, Planejamento, Produção, Administrativo/Financeiro e todos que nos entendem e que permitem que o que pensamos, criamos e idealizamos tome forma, mais bonito, eficaz e eficiente. Nos sonhamos com, para e por vocês. Valeu, galera! * Pro João, Marcos, Cida, Valeria, Tamara, André, Nadson, Diego, Helen, Carol, Vera, Ronan, Louise, Deborah, Thiago, Marcelo, Fábio, Zé Luiz, Matheus,... Xi não vou acabar hoje... Pra todo mundo. Bom dia, CRIAÇÃO!

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