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Trade turístico de Recife e Buenos Aires trocam sugestões

Por: Redação 12 de Abril de 2016

Após a implementação do voo direto da Gol Linhas Aéreas entre Recife e Buenos Aires, na Argentina, aliado ao já existente da TAM, o Governo do Estado e os trades das duas cidades se mobilizam para atrair turistas.

A alternativa para favorecer ainda mais o intercâmbio de estrangeiros está na oferta de pacotes combinados, de modo que o visitante conheça vários destinos numa mesma viagem.

Pernambuco já investe no combo Recife- Noronha, Recife-Porto de Galinhas e Recife- Olinda para atrair a atenção dos argentinos, uma vez que são os maiores emissores de turistas para o Estado.

Turismo, Esportes e Lazer de Pernambuco (Seturel-PE), Felipe Carreras, em todos os mercados prospectados, o argentino é o que tem dado mais resultado. “Para se ter ideia, dados da Polícia Federal, revelam que o desembarque internacional saiu de 1,705 mil argentinos em 2014 para 11,346 mil em 2015, aumento superior a 500%. Isso fora os que chegam por conexão.

Quando fazemos a conta, 33 mil argentinos chegam pelo desembarque doméstico”, explicou durante evento que reuniu, ontem, 100 profissionais ligados ao setor.

Ele ressaltou ainda que o gasto médio diário dos “hermanos” em Pernambuco chega a ser de R$ 285, sendo responsáveis por uma injeção de R$ 90 milhões na economia do Estado somente no ano passado.

“Isso foi o principal argumento para o governador (Paulo Câmara) reduzir a alíquota do ICMS (Imposto sobre Operações Relativas à Circulação de Mercadorias e Serviços) sobre o querosene de aviação, o que possibilitou a atração do voo da GOL.”, relembrou

No entanto, os voos diretos não são capazes de manter as vendas dos pacotes turísticos. Para isso, Carreras informou que vai promover uma espécie de premiação aos principais destaques de venda de pacotes para o Estado. A corrida para garantir as vendas já começou.

A LAN, braço internacional da Latam, publicou recentemente, em um tradicional jornal argentino, a oferta Porto-Recife. A empresa Tip Group, que comercializa pacotes da CVC no país vizinho, deve alinhar nos próximos dias os critérios desse incentivo. Segundo o gerente da empresa, o consumo do público argentino é diferente do brasileiro, o que pode ajudar o mercado nacional.

“No Brasil, a gente compra casa, carro (apesar da perda de confiança devido a atual conjuntura). Aqui, temos uma inflação média de 30% a 35%. Então, ele pensa: vai ser complicado fazer qualquer coisa agora, vou viajar”, comparou, destacando que o modelo de pacote combinado pode, de fato, beneficiar o destino receptor.

“O turista vai passar apenas alguns dias na localidade e a vontade de voltar será maior.” Na visão do presidente do Convention & Visitors Bureau, Bruno Herbert, o conjunto de ações ajuda também o turismo de negócios, que vem amargando queda em função da crise.

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