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Trabalhando incentivo e inspiração na empresa

Por: Equipe Redação WLC. 11 de Dezembro de 2015

Para falar sobre incentivo de funcionários de forma estruturada, é necessário entender o que gera tal sensação e quais as emoções e os estímulos que estão inseridos na necessidade de sentir-se motivado. Segurança, estima, amor, reconhecimento e autorrealização são apenas algumas das diversas questões que estão inseridas nesse processo.

Foto: Divulgação.

O que a empresa precisa fazer é satisfazer essas necessidades de seus colaboradores e criar as condições físicas, ambientais e psicológicas para que eles possam expressar seu potencial. Com esta visão singular das bases do comportamento humano, as ações realizadas tomam outra dimensão e a motivação entre os profissionais torna-se mais profunda.

Salários atrativos, planos de carreira, técnicas de reconhecimento, campanhas de incentivo, ações voltadas a qualidade de vida são itens fundamentais para se alcançar essa verdadeira motivação.

Porém, devido às peculiaridades da vida contemporânea, nos próximos anos, talvez isto não seja mais suficiente para satisfazer as necessidades e inspirar os funcionários das próximas gerações a efetivamente dedicar sua melhor energia, sua total dedicação, despertando verdadeira paixão e empenho consistente para a organização.

Mas o que é tornar uma empresa inspiradora?

A doutora em Sociologia, especialista em temas empresariais, Ana Maria Kirschner, defende a tese de que a empresa é um sistema social que ultrapassa os objetivos econômicos, ao mesmo tempo socializador e socializado. “Hoje em dia as empresas têm maior responsabilidade social e ambiental e um comportamento mais ético e transparente.

Algumas empresas já se posicionam “marketeiramente” desta maneira, mas internamente não consegue traduzir isso de forma prática, de modo que exista uma cultura a inspirar verdadeiramente seus funcionários e todas as pessoas que se relacionam com eles e com a empresa, visando ações coletivas e solidárias dentro do sistema social da empresa.

Uma empresa inspiradora, portanto, não poderá enxergar os funcionários como números e máquinas de produção, mas sim como pessoas que são valorizadas por aquilo que pensam, acreditam e transformam.

As relações puramente comerciais se enfraquecem num mundo cada vez mais inclinado para organizações humanizadas, onde o olhar para os colaboradores e consumidores muda de perspectiva.

Desta forma, tudo deverá estar ligado ao modelo de gestão organizacional, é ele que irá garantir a participação em ideias e sugestões de todos os colaboradores e clientes, procurando criar um modelo de administração que vá além de questões puramente financeiras, a fim de garantir uma inspiração interna que objetive crescimento e fortalecimento do elo entre os seus colaboradores, os objetivos da empresa e um mundo melhor.

Para as próximas gerações não bastará uma organização querer vencer a qualquer preço, pois as necessidades de seus clientes e seus próprios colaboradores serão outras. Como aponta a teoria de Philip Kotler, as empresas dos próximos séculos terão que entender a mente, o coração e sentimento das pessoas para garantir o sucesso do produto no mercado.

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