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Sem o produtor a ideia é nada

Por: 0 23 de Outubro de 2011

Como todo criativo, quando comecei a trabalhar, não dava o devido mérito ao produtor, figura que pra mim era apenas a pessoa que fazia acontecer minha ideia maravilhosa. Presunção injustificável, fui aprendendo com o tempo, trabalhando com fantásticos produtores, parceiros e cocriativos como a Val Coelho, a Mariana Pessoa e Eveline Torres, por exemplo, só pra citar três pessoas especiais. Quase sempre odiados, injustamente, pelos criativos, às vezes até pelos fornecedores, pela rigidez, profissionalismo e competência com que cuidam dos seus check lists e tratam seu trabalho, são eles (elas em especial), que me fizeram ganhar todos os meus prêmios, fazendo acontecer de forma impecável, não raro melhorando muito, meus conceitos criativos para eventos, ações e projetos. Custei a ter coragem, confesso, de fazer um texto para homenageá-los, mas o dia chegou e essas palavras verdadeiras talvez me redimam das grosserias e reclamações de quem não tem que enfrentar o stress do cliente, as exigências do casting, as imaturidades e despreparo de alguns fornecedores, para que tudo, na hora “h” dê certo e fique lindo. Teria que citar muita gente que, ao longo desse caminho esteve ao meu lado. Humanos que são, alguns cometeram erros, submetidos a torturantes enigmas e surpresas que um evento apresenta, mas seria injusto avaliá-los por esses momentos, porque, na maioria absoluta das vezes, são praticamente anjos da guarda dos criativos, clientes e agências. Leandro Alvarez, Guilherme Ishikawa, Celeste Ferreira, André Emerick, Mariana Pessoa, Maira Furlanete, Leandro Zender, Netinho, Alexandre Zanon, Ricardinho Fernandes, Eveline Torres, Mariana Barbalho, Silvana Galvão, Glória Souza, André Barcelos, Nina Carim, Júnior Feijó, Sônia Garcia e Valéria Coelho, meu amor, esse texto é pra vocês, homenagem justíssima a vocês, e outros cujos nomes eu posso ter esquecido, meus anjos, amigos, parceiros e amores de grandes sonhos e viagens. Acho, sinceramente, que o Globes, a ABP e o Colunistas tinham que criar o prêmio de Produtor do Ano ou coisa assim, porque só dessa forma eu poderia fazer o que tenho vontade há muito tempo: Aplaudir vocês de pé. Porque, sem vocês, minhas ideias são nada. Beijos.

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