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Salvador ganha Museu da Casa de Jorge Amado

Por: 0 21 de Outubro de 2014

O Museu da Casa de Jorge Amado, no bairro do Rio Vermelho, em Salvador, será inaugurado oficialmente no próximo dia 7 de novembro. A informação foi confirmada em 16 de outubro, pelo diretor-geral de turismo da Secretaria de Desenvolvimento, Turismo e Cultura da Prefeitura de Salvador, Erico Mendonça. Nos dias 08 e 09 de novembro, o espaço será aberto apenas para convidados. “Somente a partir do dia 14/11, é que o público em geral poderá ter acesso ao museu. O horário de funcionamento do local, no entanto, ainda não foi definido.”, afirmou Mendonça, em entrevista ao G1. A casa onde viveu durante anos o casal de escritores Jorge Amado e Zélia Gattai fica localizada na rua Alagoinhas, número 33, no bairro boêmio da Capital baiana, que se tornou ponto de encontro de amigos, intelectuais e políticos.

Foto: Ingrid Maria Machado.
[caption id="attachment_426513" align="aligncenter" width="562"]Cinzas de Jorge Amado e Zélia Gattai estão guardadas na casa que passa a ser museu. Cinzas de Jorge Amado e Zélia Gattai estão guardadas na casa que passa a ser museu.[/caption] Quem visitar o local vai percorrer mil metros quadrados dentro da casa, inclusive o jardim onde estão as cinzas do casal. A previsão inicial era de que o museu ficasse pronto em julho desse ano, mas segundo a Fundação Casa de Jorge Amado houve atrasos de ordem burocrática. Ao todo, o museu teve investimento de R$ 6 milhões, R$ 3 milhões da prefeitura e o restante da iniciativa privada. O projeto para transformar a casa do Rio Vermelho foi doado gratuitamente à família pelo arquiteto português Miguel Correia. De acordo com João Jorge Amado, neto do escritor baiano, o avô sempre dizia que queria que a casa se tornasse um memorial. A casa no Rio vermelho foi comprada com o dinheiro que Jorge Amado recebeu após vender os direitos autorais de "Gabriela" para uma produtora de Hollywood, no final da década de 50. Foi lá que o casal criou os filhos João Jorge e Paloma. Foi lá também que Jorge Amado escreveu diversos livros, entre eles "Dona Flor e Seus Dois Maridos" e "Quincas Berro D'Água". Após a morte de ambos, a família enterrou as cinzas do casal no quintal da residência.  

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