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Ronald McDonald é motivo de protesto

Por: 0 28 de Maio de 2011

Nos Estados Unidos, centenas de médicos se uniram para tentar forçar o McDonald’s a abandonar seu conhecido mascote, o Ronald McDonald. Em carta publicada nos principais jornais do país, os manifestantes ainda exigem que a rede de fast food pare de promover produtos entre crianças. A divulgação do manifesto veio para coincidir com a reunião anual de diretores da companhia, que aconteceu em Chicago no último dia 19/05. O encontro também foi alvo de um grupo de religiosas, que pediram à rede que falasse publicamente acerca das "preocupações da opinião pública a respeito da relação entre fast food e obesidade infantil".

[caption id="attachment_56472" align="aligncenter" width="437" caption="Ronald McDonald participa da Hora do Planeta."][/caption]

Já os médicos não querem apenas saber o ponto de vista do McDonald’s, mas que o "McLanche Feliz" não seja mais acompanhado de brindes direcionados às crianças. A campanha vem sendo conduzida pela Corporação de Responsabilidade Internacional (Corporate Accountability International). Em comunicado, a companhia defendeu tanto o palhaço mascote quanto sua política de publicidade. "Como o rosto da Ronald McDonald House Charities (braço encarregado das atividades de caridade do grupo), Ronald é um embaixador a serviço do bem, que dá mensagens importantes às crianças sobre segurança, alfabetização e um estilo de vida ativo e equilibrado", afirma. "Servimos alimentos de alta qualidade e nossos ‘McLanches Felizes’ propõem opções e variedade nas porções adaptadas às crianças."   O Brasil Discute Por aqui a publicidade dirigida às crianças também causa bastante polêmica, o que motivou um seminário, ocorrido na última terça-feira (17/05), em que a Comissão de Ciência e Tecnologia, Comunicação e Informática  (CCTCI) da Câmara dos Deputados debateu o Projeto de Lei nº 5.921/2001, que propõe alguma regulamentação nesse sentido. Pesquisas internacionais apontam para a hipervulnerabilidade das crianças frente às relações de consumo, o que fez com que outros países criassem regras e limitações para mensagens comerciais dirigidas ao público infantil, a exemplo da Suécia, Inglaterra e Canadá. Além do Instituto Alana, representantes do Departamento de Proteção e Defesa do Consumidor (DPDC/MJ), do Conselho Federal de Psicologia, do Idec, da Andi, do Conar, da Associação Brasileira das Agências de Publicidade (Abap) e da Associação Brasileira das Empresas de Rádio e Televisão (Abert) também participaram do evento.

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