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RJ é anunciado oficialmente como cidade-sede do UFC

Por: 0 18 de Dezembro de 2010

Uma das mais bem sucedidas marcas esportivas do mundo, avaliada em mais de US$ 1 bilhão, segundo a revista Fortune, o Ultimate Fighting Championship estará oficialmente no Brasil em 2011. O anúncio foi feito no dia 15/12, em cerimônia realizada no Palácio da Cidade, no Rio de Janeiro, futura cidade-sede do maior evento de artes marciais mistas do mundo (MMA), com as presenças do prefeito Eduardo Paes, do presidente do UFC Dana White e do CEO do UFC Lorenzo Fertitta.

[caption id="attachment_87467" align="aligncenter" width="560" caption="José Aldo, Dana White, Eduardo Paes, Lorenzo Fertitta e Anderson Silva no anúncio oficial do UFC no Rio de Janeiro."][/caption]

A edição brasileira do UFC está marcada para o dia 27/08/11, na HSBC Arena, na Barra da Tijuca. Os ingressos começarão a ser vendidos em maio. Também estiveram presentes à cerimônia o secretário especial de Turismo e presidente da Riotur, Antônio Pedro; os lutadores Anderson Silva, campeão na categoria médio, recordista de vitórias consecutivas no UFC (12 triunfos) e reverenciado como o melhor lutador do mundo na atualidade; José Aldo, campeão dos pesos penas e premiado com o título de melhor atleta do ano de 2010 pela MMA Awards da revista Fighters Only; Maurício Shogun, campeão na categoria meio-pesado; Vitor Belfort e Royce Gracie. Fora dos Estados Unidos, onde está presente em quase todos os Estados, o Brasil representará o sétimo país a receber uma edição do UFC, depois do Canadá, Alemanha, Inglaterra e Irlanda, Emirados Árabes Unidos e Austrália. O UFC Rio terá apoio da Prefeitura, por intermédio da Riotur, com o objetivo de divulgar o nome da cidade no exterior, de olho nos 351 milhões de lares que acompanham cada edição pela televisão em 130 países de 20 diferentes línguas. “O UFC será um elemento de estímulo à cidade e fará parte do nosso calendário de eventos oficiais. A cidade do Rio de Janeiro está de portas abertas para ajudar no que for preciso”, disse o Prefeito. “Quero ressaltar que o UFC não tem nenhuma relação com vale-tudo, com bagunça. É um esporte com regras claras, profissional. Queríamos que o Rio fosse a porta de entrada do UFC no Brasil e estamos muito felizes por isso ter acontecido”, complementou Eduardo Paes, que recebeu das mãos de Dana White um cinturão de presente. À frente do UFC desde 2001, o CEO Lorenzo Fertitta destacou o seu objetivo ao adquirir a marca há quase dez anos. “Temos a paixão pelo UFC, treinamos o jiu-jitsu brasileiro e queríamos transformar o evento na maior marca de artes marciais mistas do mundo. Sempre me perguntavam quando traríamos o UFC para o Brasil e hoje estamos aqui”, exaltou. Secretário especial de Turismo e presidente da Riotur, Antonio Pedro Figueira de Mello mostrou o desejo de preços acessíveis para o evento e lançou uma ideia para o ano que vem explorando a beleza da cidade. “Gostaríamos de fazer um pequeno evento ao ar livre na praia, quem sabe realizando a pesagem dos atletas”. Reverenciados no mundo todo, os lutadores brasileiros também demonstraram orgulho pela possibilidade de lutarem em casa em 2011. “Com certeza será uma grande oportunidade para todos nós brasileiros. Precisamos mostrar o quanto o esporte evoluiu. Procuro ser um exemplo para as crianças e mostrar o quanto o UFC mudou a minha vida”, afirmou Anderson Silva. O esporte que mais cresce no mundo - Com sede em Las Vegas e adquirido por US$ 2 milhões pelos irmãos Frank e Lorenzo Fertitta em 2001, o UFC passou por uma profunda reformulação e se tornou o esporte que mais cresce no mundo. Na semana do evento, o UFC gera milhões de dólares na cidade onde acontece, criando oportunidades para a indústria do turismo, entretenimento e esporte. Hoje, o UFC emprega 275 atletas que ganham mais de US$ 100 mil por ano, sendo que os atletas mais bem sucedidos recebem milhões. Com uma enorme quantidade de produtos, o UFC já superou, nos Estados Unidos, o boxe no número de espectadores, anunciantes e volume de apostas. O Brasil está representado atualmente por 35 lutadores, sendo três deles detentores de cinturão (Anderson Silva, José Aldo e Maurício Shogun). O esporte a cada dia ganha mais admiradores. Além de praticamente todos os estados americanos serem sede de uma etapa do UFC, o Canadá, Alemanha, Inglaterra e Irlanda também já reverenciaram seus lutadores. Em 2010, foi a vez do Oriente Médio e da Oceania, com eventos em Abu Dhabi, nos Emirados Árabes Unidos, e em Sydney, na Austrália. Esse show esportivo ultrapassa qualquer barreira. Por isso, cada evento de UFC atrai de 12 mil a 20 mil pessoas, dependendo do tamanho da arena e não é raro ter a presença de celebridades internacionais como Madonna, Demi Moore e Anthony Kiedis, vocalista do Red Hot Chilli Pepers, na plateia. Pela televisão, os números são monumentais, com exibições na América do Norte, Europa, Ásia, América Latina e Oriente Médio, englobando 130 países na exibição do evento em 20 línguas diferentes. Cerca de 351 milhões de lares acompanham cada edição. Não vale-tudo - Fundado em 1993 pelo brasileiro Rorion Gracie, o UFC tinha como objetivo principal provar que o jiu-jitsu verde e amarelo era a mais eficiente entre todas as modalidades de luta. Cada lutador enfrentava no mínimo três atletas em uma única noite, sem regras e categorias de peso. Nas mãos dos irmãos Fertitta, entretanto, o UFC se reinventou. Nada menos do que 32 regras foram estabelecidas. Hoje em dia, diversos golpes são proibidos (como, por exemplo, ataques à coluna, à virilha, cabeçadas entre outros tantos), os lutadores são divididos em categorias de pesos (pluma, pena, leve, meio-médio, médio, meio-pesado e pesado) e se enfrentam em um octógono durante três rounds de cinco minutos, cada. As disputas pelo cinturão são realizadas em cinco rounds. Além disso, um rigoroso acompanhamento médico passou a ser obrigatório para todos os profissionais. Portanto, o nome “vale-tudo”, como foi promovido o esporte em seu início, perdeu o sentido. As mais prestigiadas comissões atléticas dos Estados Unidos como as da Califórnia, Nevada, Nova Jersey, Ohio, Massachusetts e Pensilvânia são responsáveis por regular e arbitrar os eventos do campeonato.

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