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Rio de Janeiro volta a sediar o Billabong Rio Pro

Por: 0 1 de Maio de 2011

Depois de ser escolhido como sede dos eventos esportivos mais importantes do mundo, o Rio de Janeiro também voltará a ser o palco de uma etapa do Circuito Mundial de Surf, a maior competição de um esporte com mercado que não para de crescer. Segundo pesquisa do Atlas do Esporte no Brasil, o País tem cerca de 2,4 milhões de surfistas, mas algumas publicações chegam a falar de até oito milhões. Sejam 2,4 milhões ou oito milhões, o esporte é um dos mais praticados pelos brasileiros e movimenta cerca de US$ 3 bilhões ao ano com a venda de roupas e acessórios, para surfistas ou apenas simpatizantes do estilo de vida de quem anda sobre as ondas.

Realizada pela GEO Eventos, a etapa brasileira recebeu investimentos que passam dos R$ 6 milhões. Com a maior premiação paga até então no Circuito Mundial, o Billabong Rio Pro é o ponto alto do "Verão Sem Fim", evento com o mote de cultura de praia, que traz atividades esportivas, culturais e de responsabilidade social que acontecerão durante o período da competição. Além do Billabong Rio Pro, que oferecerá U$ 500 mil em prêmios, haverá ainda uma etapa do mundial feminino, com mais U$ 120 mil de premiação. "O Billabong Rio Pro será nosso primeiro evento de esporte de ação e terá grande importância na disseminação da cultura de esporte e entretenimento na praia, principalmente com a volta ao Rio depois de quase uma década. As dimensões serão muito maiores com a cobertura da imprensa internacional e as atividades de do Verão Sem Fim", explica Carlos Moreira, diretor executivo de Esportes da GEO Eventos. O grande diferencial do surf é a força da imagem de liberdade passada pelos praticantes. Esta alusão à juventude, vida saudável e a um verão infinito atrai até aqueles que nunca subiram numa prancha. Segundo pesquisa encomendada pela Revista AlmaSurf, aproximadamente 92% dos consumidores das marcas ligadas ao esporte é apenas simpatizante da modalidade. Outro dado interessante é que o surf, na maioria das vezes é "consumido" longe da praia. Entre os admiradores do esporte 36% são da classe C e esta é a fatia do mercado que mais cresce no Brasil. Entre os praticantes a divisão é um pouco diferente: aproximadamente 89% estão entre as classes A e B. A pesquisa mostra ainda que os simpatizantes compram roupas e acessórios ligados ao surf, em média, seis vezes ao ano e gastam R$ 280,00 em cada. Já os praticantes costumam ir às compras sete vezes ao ano, comprando R$ 350,00 em surfwear e equipamentos. Outra característica que diferencia o esporte é a preocupação com a natureza e com a sua preservação. 82% dos entrevistados se dizem muito preocupados com as mudanças climáticas. A australiana Billabong, fundada em 1973 por um casal de surfistas e que patrocina a etapa brasileira, representa bem o crescimento do mercado de surfwear ao redor do mundo. No Brasil desde 2000, pelo Grupo GSM Brasil, a Billabong se destaca como uma das principais representantes dos esportes de ação. A marca possui 1.400 pontos de venda espalhados pelo País e está presente em mais de 100 Nações. Além de investir na competição, a Billabong patrocina ainda várias promessas do surf nacional, entre elas o convidado para a etapa do Rio de Janeiro, Peterson Crisanto, surfista paranaense de 19 anos de idade e líder da categoria PRO Junior. "Estamos muito felizes com o retorno do "World Tour" para o Rio de Janeiro e com o fato de trazer um grande evento com toda a elite mundial do surf para a Cidade Maravilhosa, um dos cenários mais belos do nosso País, além de ter o surf em sua essência. Acreditamos que essa etapa do Biillabong Rio Pro será muito importante tanto para nós quanto para o desenvolvimento do esporte no Brasil", afirma Alessandra Berlinck, diretora geral do Grupo GSM para América Latina.

O Billabong Rio Pro acontece de 11 a 22/05, e terá duas estruturas, uma na Praia da Barra da Tijuca e outra no Arpoador. O evento contará com a presença dos 32 melhores surfistas do mundo. Entre eles a lenda do esporte, Kelly Slater, atleta dez vezes campeã o mundial da modalidade. O prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes acompanhava de perto as etapas do Circuito Mundial quando aconteciam no Rio, na década de 90, e uma de suas promessas de campanha para a comunidade foi a volta da elite do esporte à cidade. "Sede da Copa do Mundo de 14 e das Olimpíadas de 16, o Rio de Janeiro agora tem mais um bom motivo para se orgulhar de ser a cidade com vocação para receber os maiores eventos esportivos do mundo: a volta do WT, o Campeonato Mundial de Surf, depois de dez anos afastado das praias cariocas. É uma honra ter de volta em suas águas um dos esportes mais charmosos e, sem dúvida, o que mais simboliza o espírito livre e alegre do Rio. Nossas belas praias e o nosso povo estão de braços abertos para receber os maiores astros da elite do surf. Sejam bem-vindos e a praia é sua!"

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