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Propaganda nas redes socias é debatida no Coppead

Por: 0 3 de Novembro de 2012

Que as mudanças são constantes e velozes no ambiente on-line ninguém tem dúvida, mas o impacto delas no mundo off-line, ou seja, no mundo físico, já é outro departamento e isso tem tirado o sono de gestores de marketing Considerando os modelos de mídias até então tradicionais, percebe-se notoriamente uma inquietação que fez com que diversas empresas globais acendessem a luz amarela, pois o desafio é encontrar caminhos eficazes para se trabalhar marcas, produtos e imagem num mundo cada vez mais digital e interativo, no qual o consumidor tem participação ativa. Para Robert Kozinets, criador da Netnografia, um método de pesquisa que adapta a etnografia à internet, certamente as redes sociais, com destaque para o Facebook, são ricas no que diz respeito ao universo do comportamento dos consumidores que, atualmente, são cocriadores de campanhas, marcas e produtos, apontando tendências e mudanças. No entanto, esse mesmo consumidor, usuário assíduo das redes sociais, está a cada dia mais autônomo e seletivo, além de significantemente incomodado com o “festival” de propagandas no ambiente. "Essas novas metodologias são primordiais para entendermos exatamente o que está acontecendo nas mídias sociais. Por exemplo, se as propagandas os incomodam como as empresas devem proceder para fazer negócios? Esse é o maior dilema no mundo", afirma o pesquisador canadense que veio especialmente para participar do 4º Encontro Internacional Coppead de Comportamento do Consumidor, realizado no dia 30/10, na sede da Firjan, no Rio de Janeiro. Para Paula Chimenti, professora e coordenadora do Centro de Estudo de Estratégia e Inovação do Coppead existem dois lados neste mercado e nas transformações causadas pelo avanço das mídias sociais. De um lado, as organizações do ponto de vista das estratégias e como elas lidam com essas inovações no dia a dia e de outro os consumidores. “A forma como eles interagem, como se comunicam entre si e com as empresas é que devem ser avaliado”, explica a especialista. Segundo ela, há 15 anos existia uma situação bem organizada, quase uma “receita de bolo”, que dizia basicamente que a empresa deveria passar por uma agência, comprando espaços em uma série de mídias disponíveis e, assim, resolvia a questão, já que a mensagem chegava ao consumidor final. “Ao longo dos últimos anos, esse ambiente começou a ser invadido por uma série de novas mídias e os anunciantes começaram a querer utilizá-las com o intuito de se comunicar com o consumidor. Só  que o ambiente vai ficando cada vez mais complexo na medida em que, agora, há a possibilidade de não passar pelo canal tradicional. Hoje, a mídia própria dentro desses novos ambientes é fato. Todo mundo quer chegar ao consumidor final e a gente percebe que essas relações começam a ficar complexas”, diz Paula. E acrescenta “Nos vemos como anunciantes e a enorme quantidade de pontos de contato com o consumidor. Já quando nos colocamos do outro lado podemos verificar que o consumidor percebe que muitas marcas querem chegar até ele”. Já a professora Letícia Casotti, uma das coordenadoras do evento, concluiu de modo objetivo a atualidade. “Estamos falando de um comportamento do consumidor no mundo virtual e suas características. Também falamos do mundo físico, mas o fato é que na realidade, hoje, tudo está integrado e devemos tratar essas características de forma única, pois o mesmo consumidor do mundo real é quem navega nas redes sociais”, disse.  

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