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Plataforma para monitorar a Amazônia está em construção

Por: 0 12 de Setembro de 2012

A identificação de oportunidades de investimentos e a promoção de iniciativas de conservação da biodiversidade na Amazônia são os objetivos da plataforma na internet Ecofund, criada para monitorizar as iniciativas nos nove países amazônicos. O Ecofund vem sendo desenvolvido desde 2008 e deve ter a sua versão final lançada em 05/11, em Lima, no Peru, durante o congresso da Rede de Fundos Ambientais da América Latina e Caribe (RedLAC). Segundo Camila Monteiro, gerente de comunicação e redes do Fundo Brasileiro para a Biodiversidade (Funbio), que irá administrar a iniciativa, a plataforma será aberta e reunirá dados de projetos dos 24 fundos ambientais de 15 países da América Latina e Caribe. “A ideia surgiu para comparar os investimentos que são feitos, as instituições que investem e encontrar uma forma de promover os projetos de conservação na região amazônica”, disse a representante do Funbio. O foco inicial será na região amazônica, mas se a iniciativa der certo, poderá estender-se a outros biomas do continente. “Queremos coordenar estratégias de investimentos e aperfeiçoar a atribuição de recursos aos projetos”, explicou. Outra novidade é que o portal on-line será georreferenciado, isto é, os utilizadores que terão livre acesso às informações de projetos na Amazônia poderão localizá-los no Google Maps. Até agora, foram investidos 700.000 dólares e o número de projetos registrados já ultrapassa os mil. Uma empresa norte-americana especializada em base de dados foi contratada para reestruturar o cadastro de projetos e uma empresa brasileira de tecnologia da informação está trabalhando numa nova versão da interface da plataforma. “Estamos organizando o banco de dados e fazendo a integração com o Google Maps. A ideia é saber onde os recursos estão sendo aplicados”, explicou Rodrigo Teixeira, diretor comercial da QX3, empresa da área da internet que está trabalhando com o Ecofund. Até janeiro de 2013, a plataforma on-line estará em pleno funcionamento e poderá ser acessada por qualquer pessoa que tenha interesse em saber o que está sendo feito na Amazônia.

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