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Pesquisa radiografa o jovem brasileiro

Por: 0 23 de Junho de 2011

Nada do ímpeto revolucionário de outrora. Pesquisa da Box1824 divulgada ontem (13/06), aponta que “90% dos jovens concordam que a transformação da sociedade acontece aos poucos” e “92% concordam que a soma das pequenas ações do dia-a-dia podem mudar a sociedade, e resultar em macrotransformações”. Intitulado “Sonho Brasileiro”, o estudo é o primeiro conduzido pela consultoria — que foi fundada há oito anos e especializada na faixa etária que lhe dá nome (gente com idade entre 18 e 24 anos) — que foca especificamente o comportamento voltado para as questões nacionais, não de consumo.

A Box1824 chama seus mais de mil entrevistados da fase qualitativa de “transformadores”. A empresa afirma que essas pessoas representam 8% da faixa etária analisada, e que elas estão pensando sobre o País e o futuro da Nação; têm uma consciência coletiva mais apurada e já estão atuando em projetos voltados à comunidade; são otimistas, por já enxergarem os resultados das próprias ações; e são disseminadores de questões coletivas. 62% dos participantes da pesquisa acreditam que os governantes são os responsáveis por mudanças na sociedade — a maior parte desses jovens está no Norte e no Centro-Oeste, onde o índice de crença nos políticos é de 70%; a menor parte está no Nordeste (59%). A quantidade de pessoas que atribuem o papel de mudança às escolas e universidades gira em torno de 35%, enquanto os que veem a mídia como forma de transformar o mundo são 29% — entre os que têm ensino superior, esse índice é de 41%, contra 24% dos que completaram apenas o Ensino Fundamental. Além disso, 70% dos jovens afirmaram ter vontade de participar de projetos comunitários (ou de participar de mais algum, nos casos dos que já participam). Destes, a maioria (31%) tem interesse por projetos voltados para cultura e arte, seguidos de 29% interessados em programas pró-meio ambiente e 26% que querem contribuir na área da educação. A fase qualitativa contou com gente das classes A, B e C, de 18 a 24 anos, das cidades de São Paulo, Rio de Janeiro, Recife e Porto Alegre. Depois, o Datafolha fez a fase quantitativa, com 1.784 entrevistas, com jovens das classes A, B, C, D e E, em 173 cidades de 23 Estados. Fonte: Meio&Mensagem.

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