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Pesquisa mostra impacto dos estereótipos para a equidade de gênero

Por: Redação 28 de Março de 2017

Dando continuidade ao seu compromisso de fomentar a diversidade e a equidade entre os gêneros, a Unilever realizou, em parceria com a The Female Quotient (TQF), o estudo “The Unstereotyped Mindset” (Pensamento Livre de Estereótipos). Com o objetivo de entender em profundidade os desafios enfrentados pelas mulheres para que atinjam todo o seu potencial e possam se desenvolver economicamente, a pesquisa mostra que os estereótipos de gênero, as convenções sociais e os vieses inconscientes são os principais obstáculos para acelerar o processo de igualdade entre homens e mulheres.

“O empoderamento das mulheres e das meninas oferece uma oportunidade única para o desenvolvimento humano e para o crescimento econômico. O último Relatório de Desigualdade de Gênero do Fórum Econômico Mundial, apresentado em outubro de 2016, mostra que podemos demorar até 170 anos para alcançar igualdade entre homens e mulheres. A comunidade empresarial tem o papel de fomentar, acelerar e liderar esse processo. Precisamos combater os estereótipos que limitam homens e mulheres tanto no ambiente de trabalho como fora dele”, Marina Fernie, vice-presidente de Foods da Unilever Brasil.

A pesquisa foi realizada em dezembro de 2016 com mais de nove mil pessoas em oito países - Argentina, Brasil, Estados Unidos, Índia, Indonésia, Quênia, Turquia, UK – sendo 50% homens, 50% mulheres, 50% com idade entre 18 e 35 anos e 50% com mais de 35 anos.

Dados trazidos pela pesquisa “The Unstereotyped Mindset”:

  • Enquanto 47% das mulheres afirmam que a distribuição desigual das tarefas domésticas e dos cuidados com os filhos é um obstáculo para a equidade de gênero, apenas 36% dos homens concordam com isso;
  • 61% acreditam que as mulheres se distraem com frequência por questões relacionadas à família/filhos. A porcentagem cai para 29% em relação aos homens;
  • 72% acreditam que as mulheres são pouco representadas nos cargos de liderança devido ao “corporativismo masculino”;
  • 70% concordam que o mundo seria melhor se as crianças não fossem expostas a estereótipos de gênero (tanto femininos, quanto masculinos) em campanhas de marketing;
  • 60% dos homens concordam que o retrato que a publicidade faz - tanto de homens como de mulheres - é baseado em estereótipos;

Dados Brasil:

  • 56% acreditam que as empresas promovem mulheres para cargos de liderança para transmitir a percepção de equidade;
  • 58% das mulheres se sentem pressionadas a ignorar mal comportamentos dos homens em relação a elas;
  • 56% concordam que convenções sociais – como a de que existem trabalhos tradicionalmente femininos e que a mulher é responsável pelos cuidados com a casa e com a família - são as principais barreiras para o desenvolvimento econômico da mulher.

 

“The Unstereotyped Mindset” mostra que é preciso repensar a divisão de trabalho doméstico, rever as atitudes no mundo dos negócios e revolucionar a comunicação de marcas e produtos. O estudo também conclui que a maior parte dos entrevistados, três em cada quatro, acham que a responsabilidade por promover uma mudança de atitude é dos líderes seniores. O estudo mostra ainda o papel significativo da propaganda neste processo: 70% dos entrevistados acreditam que o mundo seria melhor se as crianças de hoje não fossem expostas a estereótipos de gênero na publicidade.

A companhia tem como intuito promover atitudes e mentes livres de estereótipos tanto dentro como fora de suas fronteiras. Ano passado, por exemplo, a Unilever lançou o movimento #Unstereotype, um compromisso global para combater os estereótipos na comunicação das suas marcas. 

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