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Para onde vai o marketing digital em 2011

Por: 0 22 de Dezembro de 2010

2010 já foi e o negócio agora é definir as ações para 2011. E se a internet assumiu papel principal, a ordem é velocidade e agilidade porque esta corrida não para nunca e está sempre apresentando novos desafios. Por isso, já é possível fazer algumas projeções em termos de tendências para 2011, que promete muitas novidades e mudanças de táticas, principalmente no que diz respeito ao marketing e logística de entrega. Marketing nas Redes Sociais em Alta O que parecia grande em 2010 ficará ainda maior em 2011. O marketing nas redes sociais ficará cada vez mais intenso e sofisticado exigindo muita criatividade e tecnologia para enfrentar os novos desafios. O marketing em mídias sociais ganhará uma expressão ainda maior que já tem hoje e, certamente será o diferencial em termos de marketing digital em 2011. Uma atenção especial deverá ser dada ao Facebook que promete ser a bola da vez em 2011. O Twitter também promete novidades em termos de marketing, mas ainda faltam detalhes que possam justificar uma aposta nessa ferramenta. Profissionalização da Administração de Sites A gestão das ferramentas digitais da empresa, especialmente sites,  exige cada vez mais pessoal qualificado para o desempenho das diversas tarefas que envolvem a rotina virtual. A especialização em áreas como marketing digital e logística passarão a ser cada vez mais exigidas e o conhecimento e engajamento nas mídias sociais também passará a contar como diferencial na hora da escolha do profissional nesta área. Sites de Compra Coletiva O grande boom do comércio eletrônico no Brasil em 2010, tende a crescer e a se segmentar, mas o principal desafio, e continua além de atrativo, é fazer com que os clientes sejam fidelizados pelas empresas que anunciam. Mas será que ainda temos espaço para mais sites de compra coletiva? O mercado diz que sim, se seguir a tendência do mercado norte-americano, que lá acumula mais de 500 sites desse ramo, o mercado brasileiro ainda irá crescer e muito. Sites para nichos de público já estão surgindo nesse fim de ano, e são a grande aposta neste mercado para 2011. Plataformas de E-commerce mais sofisticadas As plataformas de e-commerce deverão abrir novos espaços. Você poderá vender seus serviços pelo comércio eletrônico. Isso porque o sistema vai  incorporar cada vez mais recursos em 2011 transformando-se em sistemas altamente interativos e proporcionando uma melhor experiência de compra para o usuário. Nas plataformas open source, o Magento deverá consolidar sua liderança e promete novidades ainda no primeiro trimestre. Em termos de plataformas alugadas espera-se uma adaptação dos sistemas atuais às necessidades de um processo profissional de SEO, uma vez que muitos sistemas de comércio eletrônico que estão disponíveis no mercado atualmente ainda são bem precários neste quesito. Outra reivindicação dos lojistas virtuais que utilizam este tipo de solução para criar suas lojas será, certamente, a inclusão de funções de interatividade com as mídias sociais nas plataformas de aluguel. Ainda mais Importância para o SEO no E-Commerce O marketing de busca está migrando com muita forma para a busca orgânica. A cada ano a receita de links patrocinados do Google vem caindo entre 12% e 15% em função da baixa qualidade das landing pages dos links patrocinados. Por isso, já em 2010, constatou-se uma procura muito grande pelo serviço de SEO – Otimização de Sites Para Ferramentas de Busca – em lojas virtuais. O varejo virtual deve investir cada vez mais nessa tecnologia e para isso irá buscar cada vez mais a capacitação de profissionais nesta área para atuarem no dia-a-dia dos negócios. Mais Atenção à Logística de Entrega Assim como no marketing promocional, a logística deverá receber uma atenção especial do mundo do comércio eletrônico em 2011. A perspectiva de um apagão de entregas no Natal de 2010 já deixa muita gente sem dormir e pode macular a boa imagem que o e-commerce brasileiro construiu até agora. Por isso, é certo que os pequenos e médios players do e-commerce voltarão seus olhos para outras formas de entrega que não os Correios, para não correrem o risco de ter sua imagem prejudicada junto ao público por atraso na entrega das mercadorias. Os grandes players deverão buscar melhorias em suas estruturas próprias, o que deixará a competição ainda mais acirrada. O começo do fim do Orkut? Este ano o Orkut deixou de ser líder na Índia e a e.life acredita que em 2011 será a vez do Brasil de assistir o começo do êxodo dos usuários do Orkut para o Facebook. À medida que a plataforma de Zuckerberg  avança no mundo, paralelo à crescente inclusão do Brasil em campanhas de marcas globais, mais consumidores se registarão no Facebook, levando em paralelo uma legião de amigos. O efeito será sentido pelo líder absoluto brasileiro nas redes sociais. A ascensão do atendimento ao consumidor nas redes sociais: na metade do ano 2000 áreas de atendimento das empresas viram o canal e-mail tornar-se um dos preferidos pelos consumidores. No início dessa nova década uma revolução nada silenciosa que começou com os blogs agora toma conta de cada pedaço do que se chamou mídia social. Milhões de brasileiros no próximo ano vão reclamar do banco, da companhia de telefone, do supermercado e de tantos outros serviços. A diferença é que no ano que vem muito mais empresas estarão “lá” para ouvi-los e atendê-los. Marcas anunciam para os brasileiros no Twitter: provavelmente já no segundo trimestre de 2011 agências brasileiras terão um novo desafio: criar microanúncios para o microblog que mais cresce no mundo. O Twitter ainda não revelou todos os detalhes de sua oferta de venda de publicidade. Entretanto, já se sabe que para cadastrar potenciais anunciantes, dois formatos estarão disponíveis: tweets patrocinados e trends patrocinados. Web sites irrelevantes: com a migração das empresas para as redes sociais os sites corporativos e de produtos se tornarão cada vez mais irrelevantes e muitas empresas irão concentrar suas estratégias on-line em redes sociais mais populares – como Twitter e Facebook. A migração tornará mais fácil mensurar as estratégias digitais, mas em contrapartida as empresas precisarão estar mais dispostas ao diálogo. Caso contrário, crises nestes ambientes fechados serão mais frequentes. Algumas empresas não abandonarão seus sites corporativos, mas os tornarão mais conectados às redes sociais em 2011. Insights em real time: as áreas de inteligência e as empresas de pesquisa de mercado irão finalmente descobrir as redes sociais, porém vão aprender rapidamente que elas requerem entregas de insights em tempo real, cada vez mais rápido. As redes sociais vão produzir um novo tipo de analista de mercado que precisará usar software que entregue insights em tempo real, como o e.life TweetMeter, por exemplo. Relatórios longos, de produção demorada e com periodicidades muito longas ficarão ultrapassados. A pesquisa precisará acompanhar o timing das redes sociais para entregar insights cada vez mais pontuais. Foco maior no pré-compra: as empresas irão prestar mais atenção no comportamento de compra dos consumidores nas redes sociais, mapeando não apenas o pós-compra (a monitoraçao de buzz negativo), como acontece hoje, mas a intenção de compra da categoria ou de marcas. A monitoração da intenção de compra permitirá as empresas compreenderem quais os aspectos os consumidores mais valorizam na categoria, as percepções sobre cada marca e os influenciadores na decisão de compra (laços fortes, laços fracos, campanhas etc). Esta mudança de foco para o pré-compra criará, porém, a necessidade de associações de anunciantes e relacionamento com o consumidor produzirem um código de conduta para disciplinar a prospecção do consumidor nas redes sociais. Os dados de intenção de compra nas redes sociais também serão cruzados com outros dados, como vendas, visitas ao ponto de venda etc. Fim das barreiras on-line/off-line: algumas agências já derrubaram as paredes entre seus departamentos on-line e off-line. A mudança gerará uma onda de aquisições de agências on-line e a contratação de profissionais desta área vai crescer pelas agências tradicionais. Mas o mais importante será a chegada das redes sociais aos pontos de venda físicos. Aguarde desde a simples sinalização do Twitter oficial da empresa no ponto de venda a aplicativos que permitirão o relacionamento do consumidor quando ele estiver na loja física. Agora somente com uma mão: depois do touchscreen e o sucesso de smartphones e tablets, cada vez mais veremos dispositivos e ações com sensores de movimento. Desde aplicativos simples como web cam games, até ações mais sofisticadas utilizando tecnologias parecidas com o Kinect.

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