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ONG Criola mostra as consequências reais do racismo virtual

Por: Assessoria. 12 de Novembro de 2015

Cada vez mais percebemos que a internet não é um local livre no qual as pessoas podem falar o que querem. Comentários preconceituosos têm sido expostos e julgados por todos que consideram, além de covardia, uma forma de crime.

No caso do racismo, muitas ofensas divulgadas nas redes sociais estão tomando conta dos noticiários e incentivando o debate sobre esse problema, cuja raiz é secular. Para mostrar à sociedade o quão reais são os posts racistas na web, a ONG Criola, organização da sociedade civil que atua a partir da defesa e promoção de direitos das mulheres negras, lançou a campanha “Racismo virtual. As consequências são reais.”

A campanha nasceu em julho motivada pelo caso da jornalista Maria Júlia Coutinho, a Maju, que sofreu ataques racistas na página do Jornal Nacional, no Facebook. A Criola, em parceria com a W3haus, executou um trabalho de mapeamento dos comentários na plataforma, localizando as cidades onde os autores das ofensas moram. O passo seguinte foi transformar essas injúrias em algo material, na forma de outdoors e demais peças de mídia exterior instalados nas principais ruas e avenidas das cidades mapeadas.

As primeiras que receberam a campanha foram: Americana (SP), Feira de Santana (BA), Recife (PE) e Vila Velha (ES). Agora, a ação continua com outdoors no Rio de Janeiro e bancas de revista em Porto Alegre. Para saber mais sobre o movimento, o site foi lançado pela ONG com a finalidade de fazer a sociedade brasileira refletir sobre o racismo e se questionar porque ele ainda sobrevive num país miscigenado como o nosso.

De acordo com Jurema Werneck, fundadora da Criola, o objetivo da campanha é impactar a população e conscientizá-la sobre os efeitos de um comentário infeliz na internet. “Não é possível ignorar esses ataques e achar que não haverá consequências para os ofensores. Racismo é crime segundo a Constituição brasileira e, no caso dos insultos na internet, independentemente de terem sido direcionados a uma pessoa conhecida ou não, os agressores infringiram a lei e, pior, a honra e dignidade das mulheres negras. A campanha visa expor essas situações e fazer com que a sociedade se posicione contra esse retrocesso.”, declara Jurema.

 

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