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O Sul precisa descobrir o Brasil

Por: 0 1 de Setembro de 2011 02:58

*Por Grazy Prezutti
O promocitário carioca e titular deste espaço, Tony Coelho, me perguntou como está o marketing promocional "de Curitiba pra baixo". Fiquei sem saber o que responder, assim, de bate-pronto. Vai bem? Vai mal? Então, depois de consultar as bases, descobri a resposta: vai bem e vai mal. Para chegar a uma conclusão tão tucana quanto essa, conversei com muitos profissionais da área. Todos têm motivos para comemorar ou lamentar, dependendo do ponto de que você espia. Basicamente, estamos crescendo, os números comprovam isso e o entra-e-sai de profissionais de uma estrutura para outra confirma a demanda. Teoricamente falando, porém, não somos formados na área - diploma, beca promo-personalizada, formatura/evento, essas coisas acadêmicas importantes para nosso ego e participação em licitações. Não temos graduações específicas e, nas especializações, a que chega mais perto é uma pós-graduação em Eventos. O pouco que se ouve falar do marketing promo nas faculdades vem dos cursos de administração, comunicação e marketing. Alguns professores se preocupam em inserir o tema nas discussões informais em sala de aula, mas sem explorar a complexidade de cada conteúdo. Mas, poxa, não daria tempo. De onde vejo o movimento, quase tudo virou marketing alguma coisa... Olfativo, político, novelístico, bélico, de intervenção, virtual, sensorial, reativo, subliminar, cooperativo - um desfile de nomes que só perde para o número de beldades falando besteira. Os mestres Sul afora se esforçam, mas não vencem o dinamismo do mercado. E dessa lacuna acadêmica surgem os especialistas formados pelo próprio mercado. Pelo dia-a-dia da operação. Afinal, o mercado está bem ou mal? Para responder com mais exatidão a pergunta do Tony, é preciso verificar que nossas universidades e estabelecimentos de ensino não formam especialistas que dominem as ferramentas do marketing promocional de verdade. Ao mesmo tempo, somos um mercado em franca expansão, iludido com algumas frases de efeito, mas descobrindo rapidamente um Brasil de possibilidades, de Norte a Sul.

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