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O que falta na Geração Y?

Por: WLC 21 de Fevereiro de 2016

Segundo Alfred Motta, autor do livro “Código Y – Decifrando a geração que está mudando o país” a Geração Y é a juventude mais bem educada e informada que já existiu no planeta. Além de serem mais informados que seus pais e avós, os jovens desta geração estão dispostos a abraçar conceitos como diversidade e sustentabilidade no trabalho. Possuem necessidades profissionais mais voltadas a prazer e qualidade de vida, e têm pressa para subir de cargo.

Segundo Motta, trata-se de uma geração que teve a sorte de nascer num ambiente de relativa prosperidade econômica – o que lhe rendeu uma educação melhor e acesso precoce à tecnologia.

No entanto, esses mesmos privilégios trazem desvantagens do ponto de vista comportamental. Acostumados à fartura de oportunidades – e de elogios – os jovens alimentam grandes expectativas sobre seu próprio futuro profissional. Por conta disso, possuem algumas deficiências emocionais que os atrapalham no mercado de trabalho.

De todos os desafios enfrentados pela Geração Y profissionalmente, parece que a resiliência, que é a capacidade da pessoa ao lidar com obstáculos e dificuldades, é o mais complicado.

O mundo interconectado e global, as quebras das barreiras econômicas e culturais, a internet e a maior independência da juventude parecem ajudar muito neste processo. Outro motivo poderia ser a facilidade de opções de trabalho que hoje se oferece para os trabalhadores mais jovens, o que é bem diferente de décadas passadas.

Hoje o mercado de trabalho é global, existem mais opções e variações de carreiras e especializações, a migração de uma carreira para outra é coisa natural, as empresas admiram profissionais polivalentes e dispostos a novos desafios e mudanças, etc. Ou seja, existe um incentivo natural para que os jovens pulem de uma cadeira para a outra. Esse ambiente ajuda a aumentar a impaciência e a ansiedade dos jovens trabalhadores, que ao se depararem com dificuldades e obstáculos, preferem mudar de direção ao invés de perseverar e enfrentar as incertezas.

A preocupação aparece quando os sinais de impaciência e frustração surgem de modo mais intenso nas relações do dia a dia, ou seja, nas interações rotineiras do ambiente de trabalho, nas relações com os chefes, na lentidão das promoções e progressões de carreiras, etc.

Tudo isso pode ser explicado por meio de uma análise das novas necessidades profissionais desta geração, o que está diretamente relacionado ao salário emocional que, ao contrário do salário comum, não é representado por dinheiro mas sim por um conjunto de fatores emocionais e motivacionais que fazem com que os profissionais se sintam mais realizados e satisfeitos emocionalmente na empresa.

Ou seja, para eles, o salário importa, mas o dinheiro sozinho representa um fator de motivação pouco eficiente para estimular os profissionais da Geração Y. Nas empresas consideradas melhores lugares para os jovens talentos, existem uma série de iniciativas conjugadas: um amplo leque de experiências para os profissionais; possibilidade de assumir logo cedo autos cargos; oportunidades de aprendizado e de desenvolvimento; e um excelente equilíbrio entre vida profissional e pessoal.

Acima de tudo, como as pessoas da Geração Y tendem a ser mais sociáveis, as organizações precisam entender que esses jovens gostam de trabalhar em empresas engajadas com questões sociais. Mais do que isso, precisam ter flexibilidade de tempo para realizar atividades nas quais estejam contribuindo com a sociedade.

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