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O profissional do futuro: o Buscador

Por: 0 4 de Janeiro de 2011

* Tiago Nogueira O ano de 2010 significou um avanço incrível na comunicação digital. A internet começa a superar os meios de comunicação de massas como principal fornecedora de informações. No meio de tantos números, textos, links e tags, o usuário final começa a ficar perdido. Surgem termos como overdose de informações, news addicted e twitterholic. A frase “nunca consumimos tanta informação em nossas vidas” já é antiga. Quando ainda estudava para a competição nacional de tecnologia da informação, a qualidade que mais importava para um competidor era a sua capacidade de pesquisar e encontrar informações. Dei um passo adiante dos concorrentes. Enquantos estes buscavam apenas no Google, eu já utilizava o poder das mídias sociais para encontrar novos conteúdos. Buscar é como uma arte. Antes de continuar minhas divagações, uma observação: veja como pessoas de maior idade buscam no Google. Enquanto alguns colocam apenas uma palavra, outros escrevem uma frase completa (com interrogação e tudo), procurando no buscador como se ele fosse um verdadeiro oráculo. A verdade é que o usuário deve pensar como uma máquina no momento da busca, refinar métodos, utilizar aspas, utilizar novas palavras-chave, enfim, saber filtrar. Na sociedade da informação, todos podem adiquirir conhecimento e encontrar aquilo que procuram. A diferença está na velocidade e na qualidade. As mídias sociais se esforçam – e nisso encontramos alguns exemplos em buscas semânticas também – para “trazer” as informações que nós gostamos sem que procuremos. A informação “vem” até nós. Basta observar que o facebook já superou o Google em números nos E.U.A. Mas a busca ainda é fundamental. Melhor: saber buscar é fundamental. As empresas não buscarão mais alguém que saiba de tudo, mas que tenha potencial para aprender rapidamente algo que necessitem. É a capacidade de encontrar informações relevantes num curto período de tempo. Hoje é a hora de aprender e entender como os mecanismos de buscas dos mais variados tipos funcionam. Se algo acabou de acontecer, o Google não é o melhor lugar para pesquisar: use o Twitter. Se procuras uma informação de senso comum, use a Wikipédia. Tenha leitores de feeds e agrupe suas fontes em categorias. Procura algo popular? Tente o Delicious. Fotos podem ser encontradas no flickr. Memes brotam no tumblr. Opiniões explodem no Facebook. Formadores de opinião estão em vlogs e blogs. Mas, afinal, o que você está buscando? Publicado originalmente no olhar digital Imagem http://blogmasterd.es/files/2008/11/buscador.jpg Tiago Nogueira, Campeão Mundial em Tecnologia da Informação pela WorldSkills International em Calgary, Canadá, em 2009, É Pesquisador em Estética da comunicação com paixão pela área de novas mídias e comunicação digital. Siga-o no Twitter: @tiago_nogueira

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