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<!--:pt-->O exemplo mexicano no trade marketing<!--:-->

Por: 0 3 de Junho de 2009

*Guilherme de Almeida Prado Como resolver problemas de má qualificação de demonstradores e repositores? Como garantir que as empresas de mão-de-obra paguem em dia e recolham os encargos necessários? Como identificar empresas sérias nesse mercado? Para resolver esses problemas, o México desenvolveu duas soluções que podem ser adotadas também aqui no Brasil. Como VP da Associação de Marketing Promocional, liderei o lançamento da Federação Iberoamericana de Marketing Promocional, que reúne associações dos diferentes países para dividir experiências de sucesso. Nos encontros que tivemos, pude perceber que o cenário mexicano é semelhante ao brasileiro: grande parte das promotoras são mães solteiras, com instrução e auto-estima baixa, sem perspectiva de carreira. Para resolver o problema, a Amapro (a Ampro mexicana) buscou apoio do governo e firmou parceria com a Conalep, espécie de Sebrae local. A parceria permitiu a transmissão de conhecimento dos profissionais das agências para os professores do programa e criou quatro cursos de níveis distintos, aplicados nacionalmente. O nível de instrução do promotor foi atrelado à remuneração, criando a perspectiva de carreira que faltava. Agora, um promotor sabe que se ele fizer os cursos poderá ser promovido e ter uma renda maior. Cabe às agências mexicanas e à indústria local o custeio dos cursos, a preços subsidiados. Isso permite maior eficiência na alocação dos cursos, já que as agências conhecem melhor as deficiências de qualificação de cada localidade. Já para auxiliar na identificação de empresas sérias no mercado, a Amapro lançou uma certificação de agências, em parceria com a Antad (Associación Nacional de Tiendas de Autoservicio y Departamentales), espécie de Abras local. A certificação é feita pela PriceWaterhouseCoopers e leva em conta estrutura e documentação da agência, pagamento de encargos, registro dos profissionais e gerenciamento do fluxo de caixa. A iniciativa reduz os riscos para indústria e varejistas. Para as agências, significa uma competição mais leal num mercado mais profissionalizado. A Ampro do Brasil também lançou uma certificação, mas com enfoque na competência. A associação verifica se a agência tem estrutura qualificada e experiência para atender em cinco diferentes segmentos (promoção, eventos, incentivo, relacionamento e web promotion). Sem dúvida alguma, esses dois exemplos mexicanos mostram que existem soluções inteligentes para problemas antigos. Basta ter iniciativa e buscar apoio de outras entidades. *Guilherme de Almeida Prado é diretor-geral da Plano1 Comunicação, Vice Presidente do Núcleo Estratégico da Ampro e um dos líderes da criação da Federação Iberoamericana de Marketing Promocional.

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