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<!--:pt-->O endomarketing na era da competitividade<!--:-->

Por: 0 6 de Junho de 2010

Luciano Santos* Há muito tempo fala-se sobre a necessidade de investir na formação e na satisfação dos funcionários como ferramenta para incremento no desempenho das empresas. Primeiro houve uma (re) valorização do departamento e dos profissionais de Recursos Humanos. E o que presenciamos agora é uma verdadeira mudança de postura na relação entre estes e os demais setores das companhias mais antenadas. Saímos da era da entrevista e da mediação para um patamar onde os profissionais de RH são participantes ativos nos planos e processos de alcance de metas, ajudando a desenvolver estratégias, colaborando com o marketing, vendas e produção. Entre os clientes de minha agência, posso identificar claramente a mudança, pois hoje, somos cada vez mais solicitados para criar e desenvolver campanhas de endomarketing, que vão muito além dos house-organs. Há inclusive uma delas, tradicional fabricante de medicamentos, cujos investimentos em ações de endomarketing se tornaram parte do budget, com campanhas mensais criadas exclusivamente para "uso interno". Não é preciso muito dinheiro - às vezes, sem nenhum Real a mais, é possível melhorar. O mais importante de tudo é mostrar a quem trabalha para você o quanto ele é importante. Para citar mais um exemplo, esse mesmo cliente descobriu que o casual day, ou seja, trabalhar sem terno ou paletó fez a produtividade aumentar. E, para provar que santo de casa tem sim que fazer milagres, aqui na Blend Comunicação, também temos - e valorizamos muito - o endomarketing. Com ações como half-days off, reuniões mensais com todos os departamentos para ouvirmos o que nossos funcionários esperam da empresa, prêmios por participação e, claro, mais calor nas relações profissionais. Para as empresas que têm aplicado esse novo modelo de administração - inclusive a minha, sobram motivos para comemorar. Há aumento na produtividade, menor turnover de empregados e um maior clima de satisfação no ar. Ou seja: o capital humano, até bem pouco tempo atrás, visto como algo intangível, passa a ter alto valor. O resultado disso pode mensurado na curva de vendas, melhor aproveitamento dos recursos, na imagem de marca e dos produtos para o mercado como um todo. Essa nova verdade vale para empresas de qualquer porte, tenham elas dez ou 10.000 funcionários. * Luciano Santos é publicitário, diretor de planejamento e sócio da agência Blend Comunicação.

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