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No mar das redes sociais, quem pesca, a isca ou o anzol?

Por: 0 5 de Maio de 2011

Gustavo Pereira* Vamos pensar no movimento de um cardume de peixes. Concordam que é praticamente impossível prever o seu rumo? Quanto mais você corre para se aproximar, mas eles se afastam e tudo vira um grande caos. Mas se você interagir oferecendo a isca certa, além de se aproximar - entendendo assim seus hábitos - poderá fisgá-los com muito mais facilidade. Usando a isca certa, os peixes praticamente pedirão para ser fisgados. Devemos agir da mesma forma nas mídias sociais. As pessoas agem espontaneamente, assim não temos e não podemos forçar nada. Ao trabalhar neste meio, o importante é a isca e não o anzol. O peixe está atrás daquilo que se move e que aguça o seu paladar, e não está nem aí se o anzol é colorido ou feito de ouro, ele quer é consumir! Da mesma forma, para quem está navegando o importante é conteúdo inédito, interessante e principalmente relevante.

Para entender como você, pescador, precisa compreender que a maré mudou, começo citando Martha Gabriel (@marthagabriel) em uma de suas apresentações: "Redes Sociais existem pelo menos desde 3.000 AC (…) São indivíduos (ou empresas) conectados por um ou mais tipos específicos de interdependência, como amizade, parentesco, afinidade (…)". Vejam que para as pessoas o “ser social” é inerente a sua vontade, mais que isso, é algo necessário, assim como comunicar. Falar, escutar e compartilhar conhecimento, além de ser primitivo é instintivo. O brasileiro traz em seu DNA nacionalista uma vontade de abraçar o mundo, de se relacionar e se sentir integrado em grupos. Não é a toa que o Orkut virou brasileiro. A cada quatro internautas conectados em mídias sociais, três estão no Orkut, um no Facebook e menos de um no Twitter. Se o Orkut fosse um país, seria tão populoso como o Canadá. E pasmem, o Orkut é 2,7 vezes maior que o Facebook e 3,5 que o Twitter (ComScore – Novembro de 2010). Para as empresas que percebem as vantagens de campanhas segmentadas de comunicação, fica fácil entender que as mídias sociais rapidamente tornaram-se - midiaticamente falando - um ambiente fantástico para comunicação espontânea e direcionada. Chegou o momento em a isca tem que ser específica e de acordo com o paladar de cada um. O peixe escolhe como quer ser fisgado. A internet ajudou a potencializar o raciocínio clusterizado onde as pessoas - definitivamente - podem comprar ou receber ofertas de acordo com o seu gosto ou hábito. Mas escolher a isca certa não é tarefa fácil, diria até que tem sido a parte mais delicada do processo. Após decidir interagir com pessoas, uma empresa deve atender às necessidades mínimas exigidas nas mídias sociais. Neste momento, não há nada mais importante que gerar conteúdo. As pessoas querem interagir e conhecer cada vez mais a respeito de tudo e todos. Agora falamos com um organismo vivo que você precisa ser alimentado todos os dias. Então, vamos pescar?

[caption id="attachment_112353" align="aligncenter" width="360" caption="*Gustavo Pereira é gerente da filial da Dinamize no Rio de Janeiro."][/caption]

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