Canal
Geral

Museu de Artes e Ofícios exibe exposição de oratórios

Por: 0 14 de Novembro de 2013

Chega a Belo Horizonte uma exposição que tem encantado católicos e apreciadores da arte: “Oratórios – Relíquias do barroco brasileiro”, que ficará em cartaz até o dia 06/01 no Museu de Artes e Ofícios, no Centro da Capital. A mostra reúne 115 peças, entre oratórios, objetos e imagens sacras dos Séculos 17 a 20 pertencentes ao Museu do Oratório, que funciona em Ouro Preto. As peças integram o núcleo dedicado a mostras itinerantes do Museu do Oratório. Curadora da mostra, Ângela Gutierrez explica que se propõe o mesmo percurso oferecido nas visitas ao acervo permanente da instituição ouro-pretana. [caption id="attachment_341612" align="aligncenter" width="519"] As peças integram o núcleo dedicado a mostras itinerantes do Museu do Oratório (Foto: By uia.com).[/caption] O roteiro começa com oratórios de viagem, pequenas peças simples, que revelam a fé popular, carregadas na bagagem em deslocamentos em viagens áridas por terras hostis do Brasil colônia. Em outra etapa do acervo veem-se peças eruditas e elaboradas, comprometidas com estilos de época, mostrando o quanto a religião se fazia presente em contextos abastados. A colecionadora Ângela Gutierrez explica que ali estão trabalhos representativos de cada setor da sociedade que carregam histórias. [caption id="attachment_341613" align="aligncenter" width="371"] Em uma etapa do acervo veem-se peças eruditas e elaboradas (Foto: By uia.com).[/caption] Um dos oratórios que tem chamado a atenção traz Nossa Senhora do Rosário e é atribuído a Francisco Xavier Servas (1720 –1811), nome importante do barroco mineiro. Em 1997, ele ficou no quarto ocupado pelo Papa João Paulo II, durante visita ao Brasil. Outra atração é a casa de Santo Antônio, datada do Século 19, encontrada no Rio de Janeiro e recém-inserida no acervo. “É uma peça curiosíssima. Não vou dizer mais nada porque quero que as pessoas a vejam ao vivo”, provoca a curadora. Este ano, a exposição passou pelo Centro Cultural Metropolitano de Quito (Equador) e pelo Museu Nacional de Belas-Artes do Rio de Janeiro, integrando a programação oficial da Jornada Mundial da Juventude ao lado da mostra Tesouros do Vaticano. A grande empatia despertada pela exposição em vários países não se deve, necessariamente, ao fato de ser arte ligada à religião, observa Ângela Gutierrez. “A magia dos oratórios seduz qualquer observador, estudioso ou não, tenha fé ou não. O fato de serem objetos religiosos é parte da simpatia que despertam. Oratórios emanam energia diferente. Em volta deles há um clima especial, que, para mim, vem da fé depositada no sagrado”, argumenta Ângela Gutierrez, dizendo-se “católica, mineira e com santo de devoção”. A exposição estará aberta nas terças e sextas-feiras, das 12h às 19h, nas quartas e quintas, das 12h às 21h e nos sábados, domingos e feriados, das 11h às 17h. Entrada franca.

Tags: