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Muros e tapumes de Cuiabá ganham intervenção artística

Por: 0 20 de Novembro de 2014

Há alguns meses, muros e tapumes de Cuiabá têm recebido um novo tipo de intervenção artística por intermédio de grafites em formato de máscaras. Os desenhos, quando notados, causam reações que vão desde elogios a críticas. Algumas pessoas interpretam a novidade ora como uma bola de basquete, ora como uma máscara mesmo e ora como um ato de vandalismo. As máscaras são criação do ilustrador Jhon Douglas Marin Brecher, de 26 anos de idade, que mora na Capital mato-grossense há cerca de quatro anos e diz que qualquer reação causada no público já é satisfatória, pois representa o resultado do seu trabalho.

Foto: Eduarda Fernandes.
intervencao artistica cuiaba“Se o cara achar aquilo errado, é idiotice minha tentar defender que está certo. É para isso. A pessoa está certa em achar que está errado. É o resultado do que eu fiz, é a emoção que a pessoa está sentindo.”, destacou. Jhon Douglas trabalhou alguns anos em agências publicitárias de Cuiabá e nas horas vagas grafita pela cidade, mas apesar disso não se considera nem publicitário, nem grafiteiro. “Eu não sou publicitário, não sou formado em nada. Se quiser me chamar de grafiteiro, eu não ligo não, pode chamar do que quiser.”, comentou. Sobre o significado da máscara, Jhon adianta que não há uma explicação pontual sobre o desenho. “Esperam uma resposta, mas eu não tenho. Eles todos são um mundo meu, como eu gostaria que fosse. E a máscara faz parte disso tudo. É como se fosse a principal peça.”, destaca. O rapaz nasceu na cidade de Vilhena (RO) e já morou em várias cidades antes de desembarcar na Capital do Estado, entre elas Assunção, no Paraguai, São Bernardo do Campo (SP) e Campo Grande (MS). Jhon Douglas conta que começou a pintar de forma inesperada, logo que chegou em Cuiabá. Ele diz que passava muito tempo sozinho e um dia resolveu pintar a parede do quarto e postou o resultado em uma rede social. A partir daquele momento, vários convites para trabalho surgiram. “Foi um negócio meio estranho. Eu não sabia nem que material usava, o que cobrar, quanto tempo levaria para pintar.”, revelou. Atualmente, o rapaz sobrevive da venda de suas telas e também faz trabalhos temporários. Suas telas são pintadas em um dos cômodos de sua casa, que serve como ateliê. Entre latas de tinta e quadros espalhados pelo chão, Jhon divide seu espaço com telas em praticamente todas as paredes e suas máscaras surgem em locais inusitados da casa. Em um canto da sala, ele escreveu seu nome, idade, de onde veio e diz não saber como tudo aconteceu. A frase, ele brinca, é para não esquecer sobre ele mesmo quando for perguntado.
Fonte: G1.
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