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Mulheres marcham em protesto à mídia machista

Por: 0 27 de Agosto de 2012

Mulheres de São Paulo (SP), Rio de Janeiro (RJ), Belo Horizonte (MG), Campinas (SP), Florianópolis (SC), Porto Alegre (RS), Distrito Federal, Campo Grande (MS) e Recife (PE), fizeram uma manifestação pacífica no último sábado (25/08), contra a mídia machista. A mídia machista distorce o real contexto da mulher na sociedade, incentivando e retratando algo que não é plausível – reduz e ignora as conquistas das mulheres enquanto incentiva a população a pensar de modo retrógrado e opressor.

Alguns exemplos de campanhas publicitárias machistas são os de cosméticos e vestuário em geral, onde a mulher é retratada como a alienada dependente financeiramente do marido. Já nas propagandas de carros, o homem sempre dirige e precisa de praticidade para o dia a dia do trabalho e agilidade para a prática de esportes – já a mulher está quase sempre no banco do passageiro, apenas sorrindo para sua situação de dependência e controlando a bagunça das crianças. Os comerciais de produtos de limpeza e serviços domésticos em geral também se direcionam sempre às mulheres, considerando-as as serviçais da casa em primeira instância, sempre. Para criticar determinados conteúdos de comerciais considerados machistas e pejorativos ao público feminino, os movimentos sociais feministas e simpatizantes à crítica da mídia machista fizeram o protesto em vários Estados brasileiros. [caption id="attachment_219343" align="aligncenter" width="533" caption="Marcha Contra a Mídia Machista em São Paulo."][/caption] A batucada organizada com pirulitos e cartazes contra a banalização da mulher nas peças publicitárias da mídia foi mobilizada nas redes sociais devido às recentes propagandas da AXE, Nova Schin e da marca de preservativos Prudence.

Os textos sugerem, na visão dos movimentos, estímulo à violência contra a mulher e reforçam a ideia dela como mercadoria. Alguns chegam a fazer apologia ao estupro, consideram. Uma recente divulgação da marca de preservativos Prudence fomentou o debate sobre a mídia machista: a “Dieta do Sexo” apresentava as calorias perdidas ao tirar a roupa de uma mulher sem o seu consentimento. Diante da visível apologia ao estupro, protestos foram feitos via Facebook, o que culminou na retirada da publicação da rede social. Em meio a tudo isso, surge o debate sobre a campanha publicitária “O Homem Invisível”, da Nova Schin, que foi o estopim para a mobilização social e a criação da Marcha Contra a Mídia Machista. O Movimento Contra a Mídia Machista tentou entrar em contato com a Nova Schin, e, não obteve retorno. Frente a isso, procurou o Conar apelando pela retirada da propaganda e exigiu uma retratação da marca de cerveja. A empresa apenas se manifestou dizendo: "Não foi nossa intenção ofender ninguém". O Conar disse, em resposta aos e-mails de protesto, que o caso foi arquivado em março, pois, por maioria de votos, foi decidido que a campanha publicitária não representava apologia ao estupro por ser uma situação “absurda” (alguém ficar invisível), além de, ao fim do comercial, o homem ser ignorado pelas mulheres.

Com informações do Movimento Contra a Mídia Machista.

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