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Mercado do varejo precisará de muita criatividade

Por: 0 8 de Fevereiro de 2011

Muita criatividade e excelência no atendimento. Por mais óbvio que possa parecer, são justamente estes dois focos que empresários, lojistas e shoppings centers terão que investir se quiserem sobreviver ao mercado de varejo no futuro. Estes foram alguns dos pontos mais discutidos na 100ª edição da NRF (National Retail Federation) – maior evento de varejo do mundo -, que aconteceu em janeiro em Nova York.

[caption id="attachment_93538" align="aligncenter" width="533" caption="Lédio Martins (Beiramar Shopping), Ivone Rodrigues, Luis Rodrigues (Shopping Della), Ivo Prim (Farol Shopping e presidente da Acasce), Marcos Erichsen (Shopping Neumarkt) e Sidnei Godinho (Criciúma Shopping) em Nova York."][/caption] O superintendente do Farol Shopping, Ivo Antônio Reinert Prim – presidente da Acasce (Associação Catarinense de Shoppings Centers – participou do evento junto com outros 12 executivos de oito shoppings centers integrantes da Acasce. A comitiva brasileira participante da feira teve aproximadamente duas mil pessoas, sendo a maior delegação internacional e a segunda no total, perdendo apenas para os norte-americanos. Segundo Ivo Prim, três pontos foram bastante destacados no evento: a crise econômica atual e sua impacto no varejo americano, o interesse deste mesmo varejo no mercado de países emergentes – entre eles o Brasil – e o mundo do chamado mercado.com, onde cada vez mais os consumidores fazem suas compras pela internet, em especial com os novos Smartphones. O superintendente do Farol Shopping ainda destaca que com o advento da tecnologia, ficar em casa e fazer as compras ficou muito mais fácil. “Os Smartphones são um exemplo clássico disso. Nas décadas de 90 e 2000, os sites foram o boom das compras. Hoje, esta nova ferramenta ainda permite que mais do que fazer compras, o consumidor faça buscas e compare preços”, exemplifica. Em vista dessas realidades, Ivo destaca que a principal questão debatida e que se torna mais do que uma necessidade - a saída para sobreviver a este novo mercado - é a de que lojistas, empresários e executivos precisam se adequar a este novo modelo de consumidor que vem surgindo, e para isso lojas e shoppings centers precisam se tornar mais que meros lugares de compras, terão que se transformar em verdadeiras atrações, quase que como um ponto turístico. Por tudo isso, é preciso dar razões mais fortes do que apenas sair de casa para comprar. O consumidor precisa sair de casa para ir às lojas e ao shopping se divertir. “Para isso é preciso de muita criatividade e qualidade impecável de atendimento, com diferenciais fortes, para fazer com que as pessoas sintam vontade e prazer de ir às lojas e ao shopping. Num futuro próximo teremos que ser lugares ainda mais agradáveis e muito legais”, avalia. “É preciso ser criativo, atencioso e envolvente. Aromaterapia, cenografia e até sonoplastia são alguns dos artifícios usados para atrair cada vez mais os clientes nos Estados Unidos, por exemplo. Algumas lojas por lá são verdadeiros espetáculos, onde não dá nem vontade de sair de dentro. E é isso que vamos ter que fazer logo no Brasil”, pontua Ivo. Além da participação na 100ª NRF, o superintendente do Farol Shopping e presidente da Acasce, Ivo Prim, junto dos demais membros da comitiva de executivos dos shoppings, também visitou a sede da ICSC – Conselho Internacional de Shoppings Centers -, onde foram recebidos pelo vice-presidente de Negócios, Sr. Jorge Lizan. O grupo também fez uma visita técnica ao Shopping Woodberry Common, em Nova Iorque, ocasião em que se reuniram com o superintendente do empreendimento, David Mistretta e com a gerente de Marketing, Christine Greak. “Sem dúvida tivemos grandes exemplos e voltamos com muitas idéias para trazer para nossa realidade”, revela.

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