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Marketing em tempo de crise

Por: 0 5 de Julho de 2011 02:40

A União Europeia, uma organização que combina o nível internacional e o nível interno com o papel político próprio sobre os seus Estados-membros, sofre como nenhum outro país ou organização a crise mundial aberta em 2007. O que acontece na Europa agora é semelhante ao que acometeu o Brasil e os países latino-americanos nos anos 90: inflação, desemprego e movimentos populares. Nesse cenário, o marketing é visto como uma saída para a crise. Isso porque ele gera uma estratégia de mercado para encontrar soluções e novos olhares para as necessidades da população nesse período.

[caption id="attachment_126304" align="aligncenter" width="400" caption="José Maria Cubillo."][/caption]

“Toda crise econômica gera uma contração de demanda, seja pela redução real do poder aquisitivo do consumidor, seja pela adoção de posições de prudência deste ante a expectativa de uma deterioração ainda maior da situação e, portanto, ante ao temor de que esta o afete”, afirma o espanhol José Maria Cubillo, doutor em Economia e diretor do Departamento de Direção e Marketing da ESIC Business&Marketing School. Ele esteve no Brasil para participar da Semana Internacional nas instalações da Esic de Curitiba (PR) e em Brusque (SC). Para Cubillo, como essa situação é nova na Europa, a maioria das empresas tomam medidas erradas, fruto da pressa e do nervosismo. Uma dessas estratégias errôneas é a de tirar o serviço de marketing da empresa com o intuito de cortar gastos. “O marketing permite conhecer melhor o consumidor, estar mais próximo da realidade e permite à empresa dar respostas rápidas e flexíveis, adaptadas a cada necessidade, em cada momento. Graças ao marketing a empresa incrementa sua presença na mente do consumidor, para que esteja mais próximo dele quando mais o necessita”, afirma. Por isso, os conceitos de marketing têm que se adaptar ao que está acontecendo e mesmo sendo global, o marketing tem que tomar medidas específicas para cada empresa, analisando o que se passa ao redor. O diretor de Marketing tem a função de ver o que está acontecendo e aplicar na gestão estratégica da empresa, além de analisar fatores históricos, culturais, econômicos e políticos. “Há um conjunto muito importante de fatores que influem sobre a aplicação das estratégias de marketing em cada país, inclusive em um mesmo país em dois momentos de tempo diferentes”, coloca o diretor. As ações estratégicas, principalmente em tempos de crise, cobram medidas inovadoras. Segundo Cubillo, é necessária a utilização das mídias sociais, que se colocam como mediadoras em uma conversa entre empresa e cliente. “Escutar e atender o cliente é a base para o sucesso”, diz. O cliente hoje cobra esse retorno das companhias. Por isso, demanda das empresas alguns reparos nos programas de retenção de cliente e manutenção dos mesmos. “Estamos em um período muito interessante para o marketing. Eu diria que excitante. Temos grandes desafios por diante e devemos mostrar nossa melhor criatividade”, enfatiza Cubillo.

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